A depressão é citada por muitos como sendo a doença do século. Segundo a Organização Mundial da Saúde, neste início do século XXI, a depressão representa a quarta maior causa de perda de anos de vida sadios. Além disso, é classificada como sendo a doença que mais incapacita o ser humano e gera um risco de vida por suicídio de até 15% (ZUNKEL, 2003, p. 116).
Apesar dos inúmeros medicamentos antidepressivos e das demais técnicas de tratamento, um grande percentual dos pacientes com transtorno mental acaba procurando, ou até prefere algum tipo de ajuda complementar ao tratamento convencional. Recentemente tem se dado maior importância para a opinião do paciente, no que diz respeito ao seu próprio tratamento; sendo essa opinião um requisito importante para o sucesso terapêutico (JORM et al., 2002, p. S85).
O uso de técnicas complementares exige, assim como num plano de tratamento padrão, um rigoroso critério de elegibilidade e precisa de tantas pesquisas quanto às desenvolvidas com medicamentos, com eletroconvulsoterapia, com fototerapia e outros.
Nesta perspectiva surgiu a oportunidade de abordar as modalidades terapêuticas que podem ser utilizada, segundo suas bases conceituais, podem possivelmente favorecer o paciente deprimido: Acupuntura, Exercício Físico, Massagem Terapêutica e Relaxamento.
Pelo limitado número de artigos e pela intenção de traçar-se uma abordagem mais ampla nas mais diversas síndromes depressivas utilizou-se como critério de exclusão somente os transtornos depressivos de caráter bipolar.
TRATAMENTO
Segundo Kaplan (KAPLAN, 2003) o tratamento dos transtornos do humor deve ser dirigido para os seguintes objetivos: em primeiro lugar, deve-se garantir a segurança do paciente (propiciando um bom vínculo terapeuta – paciente); em segundo lugar, uma completa avaliação diagnóstica; em terceiro, um plano de tratamento que aborde não apenas os sintomas imediatos, mas também o bem-estar futuro do paciente.
Kay e Tasman (KAY; TASMAN, 2002, p.306) enfatizam que o tratamento deve voltar-se para a redução e eliminação dos sintomas depressivos, com restauração integral do funcionamento psicossocial. A melhoria do funcionamento adaptativo após o episódio depressivo deve ser um dos objetivos associados. O estabelecimento de uma relação funcional entre paciente, família e terapeuta, promove geralmente uma melhor recuperação e fundamenta, além da conduta, o melhor tratamento para o paciente.
Pela revisão bibliográfica pode-se perceber também, que as terapêuticas estudadas (acupuntura, exercício físico, massagem e relaxamento) devem ser cuidadosamente empregadas caso sejam o recurso único no tratamento da depressão; pois ainda não existe um consenso criterioso sobre a utilização devida destas técnicas.
Moretti FA, Caro LG - Terapias complementares no tratamento da depressão: acupuntura, exercício físico terapêutico, massoterapia e relaxamento
Poesia Operação Limpeza - Waly Salomão
Há 10 anos


Um comentário:
O exercicio fisico é de grande valia.Sou depressivo,o que mais me ajudou foi a pratica do Karatê.Hoje estou praticamente curado;quando me sinto pra baixo,ponho meu kimono e vou à academia.Pratiquem algo que lhes traga satisfaçao em viver de novo.
Postar um comentário