
Para quem aprendeu a ler faz pouco tempo
O BEIJO
De Valérie D’Heur
Todo mundo concorda que beijo de mãe, não tem igual, não é mesmo? Pois é... nessa história uma mamãe sai tão apressada para o trabalho que se esquece de beijar o filhote, um passarinho. Então ele procura resolver a situação com o beijo de alguma outra mãe por aí, mas os outros bichos são tão diferentes! No final, ele faz uma incrível descoberta! Esse livro é ótimo para os pequenos leitores, principalmente porque os textos estão em LETRAS DE FÔRMA.
Editora: Brinque-Book
“Mamãe tinha uma porção de coisas para me dizer hoje. Estava muito apressada, mas nunca tinha se esquecido do meu beijo.”
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
DICAS DE LEITURA
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
MEU FILHO NÃO OBEDECE!

COMO LIDAR COM OS LIMITES!
Muito normal recebermos pais aflitos no consultório levando como queixa a
desobediência dos filhos, seja por encaminhamento escolar ou por iniciativa própria, visto muitos não saberem como lidar e estabelecer limites ou mesmo definir a amplitude da liberdade destes pequenos que tanto exigem em função da estimulação, acessibilidade e vivência característica da época atual.
Sabe-se que a superproteção tende a oferecer mais do que as crianças necessitam, levando-as a serem dependentes, adquirirem tardiamente aquisições importantes como engatinhar, andar e falar e a exigirem maior atenção dos pais do que as crianças menos superprotegidas. Posteriormente serão crianças, adolescentes e jovens que necessitarão da aprovação do outro por insegurança, não terão iniciativa para atividades próprias e sentir-se-ão inseguros frente às dificuldades, e incapazes de superá-las. Serão as crianças que hoje rotulamos de “mimadas. A maior incidência da superproteção segundo pesquisadores, são filhos de pais separados ou daqueles que tiveram seus filhos em idade mais avançada, que passaram por dificuldades com a gravidez ou parto, para aqueles que trabalham fora, são divorciados, viúvos ou que perderam algum filho, por exemplo, não excluindo àqueles que na tentativa de acertar, superprotegeram.
A superproteção objetiva suprir as lacunas afetivas dos pais de forma geral.
Todos os pais, independente da situação, devem sempre mostrar o quanto seu filho é querido e criar um vínculo emocional dando a ele certa liberdade e autonomia, como por exemplo alimentar-se sozinho, uma atitude simples que estimula as primeiras façanhas da criança (mesmo que implique em limpar toda a cozinha após a refeição).
Lembrarmos que a qualidade do relacionamento é sempre melhor que a quantidade de tempo junto ao seu filho, nos leva a não satisfazer todas as vontades dele, pois o objetivo transforma-se em termos um vínculo qualitativo, vínculo de satisfação e prazer, contrapondo uma relação estafante e árdua para muitos pais.
Estabelecer limites consiste em oferecer à criança os extremos da fronteira, até onde ela pode ir ou não naquele momento (quando se diz à criança: não quero que você me bata – e segura-se sua mão – está se estabelecendo limite).
Toda criança deve receber a liberdade para ser usada com responsabilidade e autonomia dentro das regras morais, sociais e religiosas da família, pois dessa forma se prepara para o universo, onde apesar de amada e respeitada, percebe o outro que também ocupa seu espaço com os mesmos direitos.
Tarefa difícil para os pais é dizer “Não” – eles deixam de ser “bonzinhos”, pois dizer “sim” é mais fácil e prazeroso. Dizer “Não” ensina o limite do “Ter“, valorizando o “Ser” e equilibra o ganhar e o perder (ex: dizer ao adolescente que “sair com o carro do pai não é permitido e ponto final” – Içami Tiba).
A falta de limite ou a liberdade excessiva gera crianças que desrespeitam os professores, agridem os colegas, não convivem em grupos e, mais tarde serão parte de “gangues de rua”, “turma da bagunça” e, posteriormente, adultos indecisos, inseguros, incapazes de persistir, manipuladores, por vezes mentirosos e com dificuldades em assumir responsabilidades, além de potenciais usuários de droga.
A existência de regras em nossa convivência é fundamental para que nossos filhos se tornem verdadeiros cidadãos e “seres mais humanos”.
CRIAR LIMITES É EDUCAR. PARA EDUCAR É PRECISO DISCIPLINAR. PARA DISCIPLINAR É PRECISO VALORES MORAIS E ÉTICOS.
NUNCA É TARDE PARA RECOMEÇAR OU COMEÇAR... ALIÁS, HOJE É UM BOM DIA.... PORQUE HOJE...É SÁBADO! (como dizia o poeta Vinícus).
Postagem do Jornal "A Gazeta Guaçuana" - 30.08.2008 - postado em 01.09.2008
TEXTO EM HOMENAGEM À GRANDE CYBER AMIGA SHIRLEY MARTINS - LELEY!!!!
VALEU LELEY, SEUS SLIDES SE TRANSFORMARAM, MAS A SUA IDÉIA CONTINUA!!
quarta-feira, 23 de julho de 2008
FINALIZAR BEM AS FÉRIAS E REINICIAR AS ATIVIDADES NORMAIS COM PRAZER!!
As férias escolares chegam ao fim – época mais esperada pelas crianças, adolescentes e jovens, que tendo descansado muito ou pouco – relutam com a volta às aulas. Eles não se desanimam com o retorno, mas com a própria rotina que se estabelece no dia a dia. Muitos só vão à escola, mas outros têm uma rotina pesada, com cursos extras e esportes, além daqueles que trabalham e estudam à noite. Às crianças não sobra tempo para fazer o que mais gostam – brincar, aos adolescentes – sair e encontrar os amigos e, aos jovens – a diversão típica desses que muitas vezes também trabalham, além de estudar.
Os professores de ensino público ou particular, de crianças, jovens ou adultos, também têm uma rotina estafante. O estudo e a dedicação em sala de aula são fatores que exigem muito desses e, por maior preparo que tenham, precisam “recarregar suas baterias” para mais uma jornada.
Os pais que continuaram ou não com seus afazeres nesta época do ano cercam-se de dúvidas sobre como ajudar seus filhos e como estimulá-los ao retorno às aulas.
Não termos horários e obrigações – a alegria das férias. Podemos deixar o dia a mercê das nossas vontades. Não necessitamos ter um planejamento rígido e fazer desse período uma rotina pesada, ao contrário, devemos com antecedência, nos preparar para a chegada desse momento para um descanso real. Não precisamos que as férias sejam repletas de momentos alucinantes, de atividades para nós ou para os filhos. Todos nós precisamos de um tempo livre, em que fazemos aquilo que bem entendemos (dentro do possível e razoável) – quem sabe “fazermos nada”. Só assim teremos chance do real descanso; e agora após esse recesso, o preparo para o inevitável retorno.
É comum nesta época ouvirmos a frase: “Ainda estou estressado!” Somente ter férias não resolveria o stress, caso esse realmente existisse, mas seria um tempo precioso se nesse período fizéssemos uma revisão da nossa qualidade de vida e, principalmente, se cultivássemos uma espiritualidade que proporcionasse saúde integral a nós e aos nossos filhos.
No domingo que antecede a retomada das aulas e das atividades normais, dormir mais cedo não evita o sono e a preguiça ao toque do despertador, isso porque nosso organismo se desacostumou com uma rotina e equilibrou-se à outra e, portanto, é aconselhável que uma semana antes, comecemos a estabelecer alguns horários mais próximos do nosso dia-a-dia, para que não tenhamos um caos dentro de casa quando aquele instrumento irritante tocar – o relógio, que demarca o final de um período e o início de outro, às vezes não muito estimulante principalmente às crianças e adolescentes.
Assim como preparamos as férias, devemos ir diminuindo essa “falta de rotina”, levantando mais cedo para aproveitar melhor a manhã e assim acostumar o corpo e o relógio biológico que com certeza está bem desregulado após essa folga “sem tempo” e “sem regras”, para nos preparar para a retomada dos estudos.
A agitação, o corre-corre diário, as pressões e tensões modernas levam ao stress, sintoma que não atinge somente os adultos. O stress também produz alterações físicas e emocionais nas crianças e como estamos falando em retorno às atividades escolares, enfatizaremos as atividades cotidianas das crianças e sobre a importância dessas serem comedidas e equilibradas, evitando o stress quando existe o excesso de compromissos extra escolares ou o tédio, quando o dia-a-dia é ocioso, tornando a criança ainda mais entediada ou sedentária.
A ponderação dos pais na escolha ou na priorização de seus afazeres pode ajudar crianças e adolescentes a não se sobrecarregarem ou se privarem tanto física como intelectualmente, mantendo um equilíbrio e uma qualidade de vida melhor.
Fernanda Maria Lima do Amaral – Psicanalista e Psicopedagoga Clínica
Formação em Psicanálise Transpessoal (Assoc.Brasil. de Psicanálise Transpessoal)
Especialização em Psicoterapia Analítica e Psicopedagogia pela Unicamp.
Texto elaborado para o Jornal "A Gazeta Guaçuana" - Indicador de Saúde - Postagem ainda sem data definida.
Quem sou eu
- Fernanda Lima
- Mogi Guacu, SP, Brazil
- PSICOPEDAGOGA\PSICNALISTA\ YOGATERAPEUTA
