quinta-feira, 26 de junho de 2008

Postura! Qual é a sua!!

POSTURA! QUAL É A SUA!!



Dias atrás enquanto abordávamos em roda de amigos temas interessantes, um deles sugeriu com sábias palavras o tema Postura. Imediatamente a minha postura corporal se alinhou, pois o cérebro me enviou essa mensagem, visto ser através dela que enviamos ao outro o parecer de nossos sentimentos, que vão desde sobrecargas emocionais e sentimentais que, reprimidas ou não no inconsciente, revelam um padrão comportamental de liberdade ou prisão interior, pois essas cargas interiorizadas são refletidas na postura corporal, indicando se a postura psíquica está negativa ou positiva, por isso é refletida no corpo.

Quando se mantém uma postura negativa por tempo prolongado algumas doenças podem ocorrer como prova de sua insatisfação e, tanto os aspectos familiar como profissional, além do relacional, serão prejudicados pela falta de energia. Muitos autores visam esclarecer sobre o resgate desse conhecimento milenar, que é identificar o diálogo do corpo com o inconsciente. A ênfase maior é mostrar que existe um dialeto próprio e que é universal, pois a memória celular conhece perfeitamente a função de cada órgão interno, dos membros externos e a correlação com a personalidade do indivíduo. Muitos estudiosos afirmam que cada doença tem seu significado psicológico e orientam em como devemos agir, para que os padrões fixos internos se transformem, revertendo o quadro doentio. Foucault diz que “a crítica como componente da estética da existência tem como tarefa levar tão longe quanto possível o trabalho da liberdade”.

Como seres humanos livres devemos ter como tarefa constante criticar a nós mesmos, nossa relação com os outros e com a verdade. Não nos submetermos a uma verdade dada e a um modo de ser fixo, pensando que somos seres imutáveis. Portanto, podemos e devemos pensar e criticar nossos valores, nossas atitudes frente à vida e aos outros, para criarmos a partir daí um novo estilo de vida e com nova forma. Ser um agente incansável diante os problemas que nos aflige e reconhecer os obstáculos, superá-los a partir da crítica e autocrítica, e desse modo, ser um eterno aprendiz. Na medida em que adotamos uma postura frente à vida de agentes criativos, que superam obstáculos com alegria, percebemos oportunidades para aprender e reinventar.

O trabalho holístico na virada do milênio atraiu grande número de pessoas que estavam presos à religião, à medicina convencional e à sua própria existência. Esses trabalhos se fundamentam em sua maioria, no “holos”, no “todo” do ser, usando de técnicas diferenciadas para que o ser humano conheça a si mesmo através de introspecção, respiração correta, relaxamento, meditação, silêncio e serenidade. É importante usar a força de vontade e estudar mais sobre a energia interior e também é necessário meditar, silenciar e descobrir a força interna que eleva a nossa auto estima e nos dá força para buscarmos nossos ideais e sonhos sem culpa, sem medo ou insegurança e sem nos deixar abalar pelos conflitos, para podermos viver e não termos a vergonha de sermos diferentes, de pensarmos diferente e de sermos autônomos; vivermos e criarmos nossos próprios valores, criticarmos nossa postura de vida diante de nós, dos outros e da verdade. Viver... para ser feliz!

Sermos humanos nos leva ao livre arbítrio para podermos criar nosso próprio estilo de vida, pois somos aprendizes e, portanto críticos, sendo, desse modo, felizes por realizarmos nossa essência e nos libertarmos da indiferença daqueles que não reagem diante dos sofrimentos ou empecilhos a fim de viver melhor.

E a vida ? O que é? Gonzaguinha prefere a resposta das crianças.... é bonita, é bonita e é bonita. Acredito que ele não queira dizer que a vida seja simples, mas que o mais importante é realizá-la com autonomia, felicidade e beleza.

Como humana refleti sobre a minha postura e agora me basta como profissional, que eu tenha ajudado outras pessoas a refletirem e reverem suas posturas de vida, mas que optem de alguma forma, por serem felizes.



Fernanda Maria Lima do Amaral
Psicanalista - Psicopedagoga - Yogaterapia

Texto solicitado pelo jornal "Gazeta Guaçuana" - Indicador de Saúde -
Tema: Dedicado à um grande amigo, Edgar Chabregas França (Xilim). Obrigada pela oportunidade de explorar esse tema!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Mulher

"Matéria do jornal: A Gazeta Guaçuana do dia 3 de maio de 2008, solicitada à profissional pelo responsável do Indicador de saúde .

Possível conciliar carreira, maternidade e realização pessoal?

"Ser mulher, mãe e profissional"
Acredito ser esta uma questão minha e de muitas futuras ou atuais mamães que se vêem diante da necessidade de conciliar maternidade, casa, esposo e trabalho.
Atualmente a mulher luta por se sentir realizada tanto profissionalmente como de forma pessoal, além da realidade financeira que muitas vezes exige essa participação. Com o nascimento dos filhos, indagações são feitas: e a vida pós-parto, a carreira, a vida sexual e pessoal. Como ficam?
Muitos autores afirmam que a opção pelo trabalho provoca lacunas no desenvolvimento das crianças que dificilmente serão preenchidas. A mulher e o esposo se questionam, se caso ela estivesse presente, o relacionamento com o filho e seu desempenho como esposa,não seriam mais eficazes. Mas, na realidade, os estudiosos não vêm muita diferença entre as crianças cujas mães trabalham foram com as que estão presentes em tempo integral, pois segundo eles, existem pequenas deficiências em ambas as situações. A mãe que está fora o dia todo, se constrange ao impor limite, pois não quer estragar aquele momento com o filho, situação constante na postura paterna. Já a mãe presente pode estar no mesmo ambiente e nem ao menos ter alguma comunicação. Ou ainda o contrário, sobrecarrega e sufoca o filho. Às vezes a quantidade de tempo que se passa com a criança não é o que mais importa. A qualidade sim é determinante no produto final.
O importante é que tanto a figura paterna quanto a materna estejam presentes quando possível, pois o desenvolvimento emocional do ser humano necessita dessa participação, atuação e demonstração de amor mútua.
Para a mulher, existe a necessidade de selecionar as oportunidades que tenham a ver com seu projeto profissional e de vida. A partir do momento que você estabelece suas metas, o casamento e os filhos passam a não ser colocados em segundo plano, pois a organização de seu tempo faz com que consiga conciliar a rotina do trabalho com sua tarefa na educação dos filhos e na arte de ser esposa e companheira.
Você é responsável por fazer parte da vida de seu filho e de seu esposo. Muitas vezes, os horários de trabalho não são maleáveis e torna impossível o equilíbrio família x trabalho, mas force-se a se fazer presente. Ter o controle de seus horários, fará com que seus filhos e esposo a respeitem e se sintam seguros.
"A personalidade do futuro adulto é influenciada e moldada pelas emoções e atitudes da mãe", e "as mais importantes tradições de sabedoria nos ensinaram que o mundo é uma extensão de nós mesmos" (Deepak Chopra, no prefácio de Mallika Chopra, 2005). Ele reforça esta idéia ao concluir que "o mundo nunca mudou por ações de políticos ou cientistas " e sim "são as mães que possuem as chaves para curar nosso planeta ferido, pois cada terrorista e cada santo já foi um dia bebê" e, por isso, defende a idéia de que "o mundo depende das escolhas feitas pelas mães".
Nesta época, em que comemoramos o dia do trabalho e logo após, o dia das mães, acredito que a mulher deva estar aberta e entregue à escolha que fez. Marcante e importante ao ser mãe, em sintonia com o compromisso e responsabilidade de ser esposa, dedicada e tão integralmente generosa, se sua escolha for seguir também, uma carreira profissional, que com certeza fará diferença no futuro por ter dado sua contribuição na construção de um mundo melhor.
Como psicoterapeuta, procuro constantemente entender o ser humano e ajudá-lo a se perceber, se conhecer, se transformar para sentir-se melhor e feliz. Através da psicanálise, acredito contribuir para que decisões e escolhas sejam tomadas visando um mundo sempre melhor.
Ser mãe (biológica ou não) também é um meio para a realização, não somente com o trabalho formal a mulher pode construir para um mundo melhor e conquistar sua felicidade, pois a maternidade por si só é uma grande oportunidade de cultivar afetividade e semear amor.
Todo indivíduo necessita estabelecer seus limites e objetivos, portanto, não esqueça nenhum de seus papéis, seja o de mãe, esposa ou profissional, além do Ser humano e Ser Espiritual que é.
Fernanda Maria Lima do Amaral é Psicopedagoga, Psicanalista e Psicoterapeuta Analítica Individual e Grupal.
"Matéria do jornal: A Gazeta Guaçuana do dia 3 de maio de 2008, solicitada à profissional pelo responsável do Indicador de saúde .

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Mogi Guacu, SP, Brazil
PSICOPEDAGOGA\PSICNALISTA\ YOGATERAPEUTA