"Matéria do jornal: A Gazeta Guaçuana do dia 3 de maio de 2008, solicitada à profissional pelo responsável do Indicador de saúde .
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Possível conciliar carreira, maternidade e realização pessoal?
"Ser mulher, mãe e profissional"
Acredito ser esta uma questão minha e de muitas futuras ou atuais mamães que se vêem diante da necessidade de conciliar maternidade, casa, esposo e trabalho.
Atualmente a mulher luta por se sentir realizada tanto profissionalmente como de forma pessoal, além da realidade financeira que muitas vezes exige essa participação. Com o nascimento dos filhos, indagações são feitas: e a vida pós-parto, a carreira, a vida sexual e pessoal. Como ficam?
Muitos autores afirmam que a opção pelo trabalho provoca lacunas no desenvolvimento das crianças que dificilmente serão preenchidas. A mulher e o esposo se questionam, se caso ela estivesse presente, o relacionamento com o filho e seu desempenho como esposa,não seriam mais eficazes. Mas, na realidade, os estudiosos não vêm muita diferença entre as crianças cujas mães trabalham foram com as que estão presentes em tempo integral, pois segundo eles, existem pequenas deficiências em ambas as situações. A mãe que está fora o dia todo, se constrange ao impor limite, pois não quer estragar aquele momento com o filho, situação constante na postura paterna. Já a mãe presente pode estar no mesmo ambiente e nem ao menos ter alguma comunicação. Ou ainda o contrário, sobrecarrega e sufoca o filho. Às vezes a quantidade de tempo que se passa com a criança não é o que mais importa. A qualidade sim é determinante no produto final.
O importante é que tanto a figura paterna quanto a materna estejam presentes quando possível, pois o desenvolvimento emocional do ser humano necessita dessa participação, atuação e demonstração de amor mútua.
Para a mulher, existe a necessidade de selecionar as oportunidades que tenham a ver com seu projeto profissional e de vida. A partir do momento que você estabelece suas metas, o casamento e os filhos passam a não ser colocados em segundo plano, pois a organização de seu tempo faz com que consiga conciliar a rotina do trabalho com sua tarefa na educação dos filhos e na arte de ser esposa e companheira.
Você é responsável por fazer parte da vida de seu filho e de seu esposo. Muitas vezes, os horários de trabalho não são maleáveis e torna impossível o equilíbrio família x trabalho, mas force-se a se fazer presente. Ter o controle de seus horários, fará com que seus filhos e esposo a respeitem e se sintam seguros.
"A personalidade do futuro adulto é influenciada e moldada pelas emoções e atitudes da mãe", e "as mais importantes tradições de sabedoria nos ensinaram que o mundo é uma extensão de nós mesmos" (Deepak Chopra, no prefácio de Mallika Chopra, 2005). Ele reforça esta idéia ao concluir que "o mundo nunca mudou por ações de políticos ou cientistas " e sim "são as mães que possuem as chaves para curar nosso planeta ferido, pois cada terrorista e cada santo já foi um dia bebê" e, por isso, defende a idéia de que "o mundo depende das escolhas feitas pelas mães".
Nesta época, em que comemoramos o dia do trabalho e logo após, o dia das mães, acredito que a mulher deva estar aberta e entregue à escolha que fez. Marcante e importante ao ser mãe, em sintonia com o compromisso e responsabilidade de ser esposa, dedicada e tão integralmente generosa, se sua escolha for seguir também, uma carreira profissional, que com certeza fará diferença no futuro por ter dado sua contribuição na construção de um mundo melhor.
Como psicoterapeuta, procuro constantemente entender o ser humano e ajudá-lo a se perceber, se conhecer, se transformar para sentir-se melhor e feliz. Através da psicanálise, acredito contribuir para que decisões e escolhas sejam tomadas visando um mundo sempre melhor.
Ser mãe (biológica ou não) também é um meio para a realização, não somente com o trabalho formal a mulher pode construir para um mundo melhor e conquistar sua felicidade, pois a maternidade por si só é uma grande oportunidade de cultivar afetividade e semear amor.
Todo indivíduo necessita estabelecer seus limites e objetivos, portanto, não esqueça nenhum de seus papéis, seja o de mãe, esposa ou profissional, além do Ser humano e Ser Espiritual que é.
Fernanda Maria Lima do Amaral é Psicopedagoga, Psicanalista e Psicoterapeuta Analítica Individual e Grupal.
"Matéria do jornal: A Gazeta Guaçuana do dia 3 de maio de 2008, solicitada à profissional pelo responsável do Indicador de saúde .
quinta-feira, 3 de abril de 2008
MEU FILHO NÃO APRENDE!
Por que crianças saudáveis, com desenvolvimento adequado, bom potencial intelectual e habilidades em computadores, videogames, esportes além de outras, apresentam dificuldades na aprendizagem escolar como ler, escrever, fazer cálculos, ou ainda, mostram-se inquietas ao ponto de não conseguirem manter a atenção e a concentração nas aulas e nas tarefas escolares?
Nesse período letivo, com o reinício dos “boletins” bimestrais, retornam questões delicadas sobre a relação dos pais com os filhos e a vida escolar e de ambos com a escola.
Abordados pela pressão do mau rendimento acadêmico sofrido pelos filhos e, despreparados, por se depararem com essa experiência nada agravádel se desesperam e, outros, já cientes, mas cansados dessa rotina anual e que já experimentaram deixar os estudos como uma responsabilidade dos filhos, porém perceberam que tal atitude, não dera certo, também se desesperam.
Os pais se questionam. As suposições variam, sentimentos de culpa, até a conclusão de fracasso como pais. O que usualmente não se considera é que os filhos possam realmente estar passando por dificuldades de apredizagem que impedem o rendimento escolar efetivo.
Como agir diante dessa realidade?
Nesse momento a melhor atitude é procurar um profissional que avalie a modalidade de aprendizagem do estudante e oriente a família, eliminando culpas, frustações ou, de forma contrária, prejudique esse ser já tão criticado por não corresponder às expectativas dos pais, professores e, principalmente, de si próprio.
A Psicopedagogia é a ciência que estuda o processo de aprendizagem e suas dificuldades, devendo identificar, analisar, planejar e intervir através das diversas etapas do diagnóstico e tratamento. São psicopedagogos, aqueles que após a graduação, normalmente da Pedagogia, se especializam, visando atender crianças, adolescentes ou até mesmo adultos, com problemas de aprendizagem, atuando na sua prevenção, diagnóstico e tratamento clínico ou institucional.
Após o diagnóstico é que se confirmarão as hipóteses das dificuldades do "aprendente" e com isso, o início da intervenção psicopedagógica própriamente dita, utilizando-se ferramentas específicas para cada caso, desde instrumentos padronizados da área, às técnicas lúdicas envolvendo jogos de exercício, simbólicos e de regras, jogos de computador, que exigem adaptações desde seus conteúdos, ao ambiente de trabalho, para que seu uso não se restrinja à exploração sem planificação. Como profissional, acredito que a “fonte” seja despertar no aluno o interesse e o desejo de aprender, que o aprender pode ser muito gostoso, ou mais, que quando aprendemos a aprender, desejamos mais e mais …..aprender!!
O enfoque familiar e escolar são condutas necessárias para que o trabalho seja eficaz.
Reações negativas do aprendente frente a essas situações de stress, são normalmente encontradas, revelando resistências internas, bloqueios, sentimentos e lapsos dentre outras manifestações, necessitando para as devidas interpretações, de estudos aprofundados do profissional, incluindo conhecimentos da área psicanalítica.
O referencial teórico do psicopedagogo é interdisciplinar, isto é, usa das ciências de outras áreas, necessitando, portanto, para sua atuação, de um amplo e vasto conhecimento, além de reciclagem contínua.
Os distúrbios de aprendizagem são inúmeros e com diagnósticos diferenciados, sendo de importancia fundamental nesse momento, que os pais se ajustem à situação, para serem participantes ativos, juntamente à escola e ao profissional responsável nas prováveis intervenções que se farão necessárias.
"A escuta é fundamental para que se possa conhecer como e o que o sujeito aprende e, ainda, perceber o interjogo entre o desejo de conhecer e o de ignorar!
Fernanda Maria LIma do Amaral
Pedagoga - Psicopedagoga - Psicanalista
Especialização em Psicopedagogia - Psicoterapia - Psicoterapia Analítica de Grupo (Unicamp).
Formação em Psicanálise Transpessoal - Associação Brasileira de Transpsicanálise.
Extensões 2007: Dislexia, TDHA, Saúde Mental, Psicomotricidade, Diagnóstico e Intervenção Psicopedagógica Clínica.
(Matéria publicada na Gazeta Guaçuana por solicitação do Indicador de Saúde)
Quem sou eu
- Fernanda Lima
- Mogi Guacu, SP, Brazil
- PSICOPEDAGOGA\PSICNALISTA\ YOGATERAPEUTA
