terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Do que se trata realmente a "Síndrome de Burnout"

A terminologia Burnout é uma composição de burn=queima e out=exterior, sugerindo assim que o portador desse tipo de estresse, consome-se física e emocionalmente, passando a apresentar um comportamento agressivo e irritadiço.
A síndrome se refere a um tipo de estresse ocupacional e institucional com maior incidência em profissionais que mantêm uma relação constante e direta com outras pessoas, principalmente quando esta atividade é considerada de ajuda (médicos, enfermeiros, psicólogos, psicanalistas, professores, etc).
A Síndrome de Burnout é definida como uma reação à tensão emocional crônica gerada a partir do contato direto, excessivo e estressante com o trabalho. É caracterizada pela ausência de motivação ou desinteresse; mal estar interno ou insatisfação ocupacional que parece prejudicar, em maior ou menor grau, a atuação profissional de alguma categoria ou grupo profissional. É apresentada como formas de condutas negativas, como por exemplo, a deterioração do rendimento, a perda de responsabilidade, atitudes passivo-agressivas com os outros e perda da motivação, onde se relacionariam tanto fatores internos, na forma de valores individuais e traços de personalidade, como fatores externos, na forma das estruturas organizacionais, ocupacionais e grupais. Podemos dizer que é uma resposta ao estresse ocupacional crônico.
A Síndrome de Burnout pode trazer sérias conseqüências não só do ponto de vista pessoal bem como institucional; é o caso do absenteísmo, da diminuição do nível de satisfação profissional, aumento das condutas de risco, inconstância de empregos e repercussões na esfera familiar. Alguns autores a define como uma das conseqüências mais marcantes do estresse profissional, onde se destacam a exaustão emocional, avaliação negativa de si mesmo, depressão e insensibilidade com relação a quase tudo e todos (até como defesa emocional).Inicialmente, a síndrome foi observada em profissionais que estavam predominantemente em contacto interpessoal mais exigente, tais como, médicos, psicanalistas, carcereiros, assistentes sociais, comerciários, professores, atendentes públicos, enfermeiros, funcionários de departamento pessoal, telemarketing e bombeiros.
Atualmente as observações já se estendem a todos profissionais que interagem de forma ativa com pessoas, que cuidam e/ou solucionam problemas de outras pessoas, que obedecem técnicas e métodos mais exigentes, fazendo parte de organizações de trabalho submetidas a avaliações.
Entre os fatores aparentemente associados ao desenvolvimento da Síndrome de Burnout está a pouca autonomia no desempenho profissional, problemas de relacionamento com as chefias, problemas de relacionamento com colegas ou clientes, conflito entre trabalho e família, sentimento de desqualificação e falta de cooperação da equipe.A Síndrome de Burnout se difere do estresse; envolve atitudes e condutas negativas com relação aos usuários, clientes, organização e trabalho, enquanto o estresse apareceria mais como um esgotamento pessoal com interferência na vida do sujeito e não necessariamente na sua relação com o trabalho.

Fonte de Pesquisa Psikweb

QUESTIONÁRIO MASLACH BURNOUT INVENTORY

QUESTIONÁRIO MASLACH BURNOUT INVENTORY

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

O que é Psicopedagogia

De acordo com o Código de Ética dos Psicopedagogos, “a Psicopedagogia é um campo de atuação em Saúde e Educação que lida com o processo de aprendizagem humana; seus padrões normais e patológicos, considerando a influência do meio - família, escola e sociedade - no seu desenvolvimento, utilizando procedimentos próprios da psicopedagogia” (Artigo 1º).

A Psicopedagogia estuda o processo de aprendizagem e suas dificuldades, tendo, portando, um caráter preventivo e terapêutico. Preventivamente deve atuar não só no âmbito escolar, mas alcançar a família e a comunidade, esclarecendo sobre as diferentes etapas do desenvolvimento, para que possam compreender e entender suas características evitando assim cobranças de atitudes ou pensamentos que não são próprios da idade. Terapeuticamente a Psicopedagogia deve identificar, analisar, planejar, intervir através das etapas de diagnóstico e tratamento.

A Psicopedagogia se ocupa da aprendizagem humana, advinda de uma demanda: o problema de aprendizagem, colocado num território pouco explorado, situado além dos limites da Psicologia e da própria Pedagogia. Evoluiu devido à existência de recursos, ainda que embrionários, para atender a essa demanda, constituindo-se assim, numa prática.
Alguns autores apontam diferentes concepções de Psicopedagogia, que, para efeito de estudo, podem ser agrupadas nas seguintes categorias:

• Psicopedagogia e Pedagogia - caracteriza-se por apresentar semelhanças com a Pedagogia e procurar definir a Psicopedagogia como ciência. Incluem-se as tentativas de definição do objeto da Psicopedagogia.

• Psicopedagogia e Psicologia – caracteriza-se por apresentar semelhanças com a Psicologia a partir da Psicologia Clínica ou Terapêutica e Escolar, utilizando termos, procedimentos do campo psicológico e enfatizando processos internos do indivíduo e investigação psicológica.

• Psicopedagogia e problemas de aprendizagem – enfatiza o aprendiz em situações que não ocorrem aprendizagem e apresenta propostas de uma prática ligada à clínica psicológica para solucionar problemas.

• Psicologia e fracasso escolar – considera os alunos que não desenvolvem aprendizagem e esse fato está relacionado ao contexto social e à escola. Enfatiza fatores externos ao sujeito como interferentes na aprendizagem.
A Psicopedagogia é a área de estudo dos processos e das dificuldades de aprendizagem das crianças, adolescentes e adultos.

É um campo que se propõe integrar, de modo coerente, os conhecimentos e princípios de diferentes Ciências Humanas. Para isso faz uso de conhecimentos da Psicologia, Pedagogia, Antropologia, Sociologia e da Lingüística.

A ação do profissional desta área consiste em uma leitura e uma releitura do processo de aprendizagem. Para isso, utiliza as aplicações de conceitos teóricos, e adquire assim, uma ampla compreensão dos variados processos inerentes ao aprender humano.

O Psicopedagogo deve atuar de forma preventiva e terapêutica, posicionando-se para compreender os processos do desenvolvimento e das aprendizagens humanas. tem como objetivo ocupar-se dos problemas que podem surgir nos processos de transmissão e apropriação dos conhecimentos. É então o mediador deste processos.

Sobre as áreas de atuação deste profissional. São elas: a clínica, a sistemática (planejamento educacional e assessoramento pedagógico), a institucional (âmbito das organizações) e a preventiva (ampla e pouco explorada).Hoje estudos cintíficos abrangem também a psicopedagogia hospitalar e empresarial.


A Psicopedagogia é um campo emergente e multifacetado apresenta seu quadro teórico marcado pelos seguintes aspectos: a definição de seu objeto, de suas relações com os campos psicológico e pedagógico, da ênfase dada ao indivíduo e, também, da ênfase aos fatores externos ao sujeito na determinação do problema (contexto social mais amplo).
A Psicopedagogia institucional segundo alguns autores, apresenta-se como transformação da própria pedagogia, devendo estudar as modalidades de ensino-aprendizagem desencadeadas e/ou possibilitadas pela instituição escola, visando a prevenção e enfrentamento de conflitos.

Psicopedagogia (de acordo com Scoz (1987)), como as outras áreas de saúde, implica um trabalho a nível preventivo e curativo. Na função preventiva, cabe ao psicopedagogo atuar nas escolas e em cursos de formação de professores, esclarecendo sobre o processo evolutivo das áreas ligadas à aprendizagem escolar (perceptiva motora, de linguagem, cognitiva, emocional), auxiliando na organização de condições de aprendizagem de uma forma integrada e de acordo com as capacidades dos alunos.
A Psicopedagogia é uma área que estuda e lida com o processo de aprendizagem e com os mesmos problemas decorrentes, recorrendo a várias ciências, sem perder de vista o fato educativo nas suas articulações sociais mais amplas.

A Psicopedagogia transformou-se em um campo de estudos dos que podem surgir no decorrer desse processo. Para responder à complexidade dessa questão, houve um esforço para alcançar uma visão multidisciplinar, que inclua contribuições de várias ciências e de estudos recentes, colocando, em pé de igualdade, aspectos cognitivos, afetivos, orgânicos e sociais, e descartando qualquer recorte de realidade que impeça uma visão mais completa do fenômeno a ser pesquisado.

A Psicopedagogia, de acordo às últimas pesquisas é uma confluência disciplinar, um conjunto de saberes e um espaço profissional. Em relação ao espaço profissional dessa área, o psicopedagogo poderá precisar da contribuição de diferentes profissionais como, psicanalistas, psicólogos, fonoaudiólogos e também da contribuição neurológica e psiquiátrica, considerando cada caso em suas particularidades.

Devido estas confluências disciplinares, o profissional da área deverá estar em constante reciclagem, procurando subsídios que alicercem seu trabalho para abranger o todo familiar, que na maioria das vezes, necessita desse apoio integral.

O CEDHI - Centro de Desenvolvimento Humano Integral - conta com uma equipe de apoio nas áreas de Fonoaudiologia, Neuropediatria, Neurologia, Psiquiatria, Psicologia, Nutrição, Clínica Médica e Cardiologia (realizada pelo Dr.Mauricio Amaral - meu esposo, amigo e orientador, além de grande profissional e colega de estudos).

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Mogi Guacu, SP, Brazil
PSICOPEDAGOGA\PSICNALISTA\ YOGATERAPEUTA