domingo, 19 de junho de 2011

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Oração dos Psicólogos




Senhor,
Só Você conhece em profundidade a criatura humana
Só Você é verdadeiro psicólogo.
Contudo, Senhor, aceite-me como seu ajudante.
Ensine-me as técnicas, oriente-me para não errar,
E quando eu falhar - sei que isso acontecerá -
venha depressa, Senhor, sanar o mal que fiz.

Dê-me um entranhado amor e respeito
pela criatura humana.

Não permite que a rotina, o cansaço
torne-me frio e indiferente ao outro.

Dê-me bastante humildade para aceitar meus erros,
perdoa as ofensas e ajuda-me a
atribuir os êxitos a Você.

Que no fim de cada dia, ao fazer minha revisão,
eu possa dizer em verdade:
Hoje fiz tudo quando dependeu de mim para
ajudar ao meu irmão.

Obrigado, Senhor!

27 de agosto - Dia dos Psicólogos -
Fonte Mensagens e Poemas
http://mensagensepoemas.uol.com.br/psicologos/oracao-dos-psicologos-3.html

quarta-feira, 12 de agosto de 2009




DIA DO ESTUDANTE

Se você estuda, hoje é o seu dia! PARABÉNS pra você! (fonte: internet smart kids)
Estudante é todo aquele que se dedica a aprender e tem fome de conhecimento. E já que você gosta de aprender coisas vamos falar um pouco da origem desse dia.
Você sabe por que ele é comemorado no dia 11 de agosto?
Porque no dia 11 de agosto de 1827, D. Pedro instituiu no Brasil os primeiros cursos de ciências jurídicas e sociais do país. Ele fez isso para quem quisesse estudar não precisasse mais ir para Portugal ou Coimbra atrás de conhecimento.
Cem anos depois, Celso Gand Lev propôs uma homenagem a todos estudantes do país. Desde 1927 comemora-se essa data, portanto, PARABÉNS PRA VOCÊ ESTUDANTE!!
Dia 17/08/2009 as aulas retomam seu ritmo normal, (QUE NOTÍCIA HORROROSA!!!!! ) o que significa, que a gripe A (suína) está sob controle (QUE NOTÍCIA BOA!!) e que poderemos retomar nossas atividades normais.







NÃO SE DESESPERE!!!!
ESTUDAR É MUITO BOM!!!

Precisamos nos atentar às orientações sobre higiene e cuidados que deveremos ter para evitar realmente que o vírus da gripe continue se alastrando.

COLABORE COM SUA ESCOLA, SEGUINDO DIREITINHO AS ORIENTAÇÕES DOS PROFESSORES E AGENTES DE SAÚDE.

MEUS AMORES!!!! TENHO UM RECADINHO PARA VOCÊS!!!!

Sei que estudar nessa idade, nem sempre é tão gostoso ou bom, como nós, "adultos" tanto falamos, mas tenho certeza de que um dia vão sentir saudades dessa época tão gostosa.
ÉPOCA DE ESTUDANTE!!!!!!ÉPOCA DE APRENDER!!! ÉPOCA DE CRESCER!!!! ÉPOCA DE APROVEITAR A VIDA E O CONHECIMENTO!!!! (EMBORA MUITO ADULTO PROLONGUE ESSA "ÉPOCA", ATÉ O FINAL DA VIDA!!!! ESPERO VER MUITOS DE VOCÊS, TRANSFORMAREM-SE EM UM ADULTO ASSIM).


Espero que todos tenham tido ótimas férias, que o descanso prolongado tenha sido útil, bem aproveitado e bem vivido, pois é para isso que existem as férias. Resolvi dar umas dicas para que vcs retomem às aulas sem stress, sem correria e sem MAU HUMOR!!!!.

Hoje é 3a feira e nos restam ainda alguns dias para APROVEITARMOS!!! MAS DE FORMA DIFERENTE!!! o tempo que resta de nossas férias. Sugiro que retomem alguns costumes para que o relógio biológico entre em sintonia com a nova realidade ( AS AULAS), para esse recomeço (horários, alimentação, deveres, etc) não se transforme em um tormento à todos vocês e, principalmente, aos pais.

DICAS IMPORTANTES!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

• DEITE-SE MAIS CEDO PARA CONSEGUIR LEVANTAR MAIS CEDO. ARRUME ALGUMA ATIVIDADE LOGO DE MANHÃ PARA QUE NÃO FIQUE EM CASA NA INTERNET (BRINCANDO É MUITO MELHOR). PROCURE UMA LEITURA, PODE SER UM GIBI, MAS LEIA. ESCREVA AOS AMIGOS CONTANDO DAS FÉRIAS ( OU AOS PRIMOS, AVÓS, ETC).

• TOME SEU CAFÉ DA MANHÃ, ALMOCE, TENHA SEU JANTAR EM HORÁRIOS QUE NORMALMENTE FAZ NO PERÍODO DE AULA.

• ARRUME SEU UNIFORME, SEU MATERIAL, SEU TÊNIS, MOCHILA, ETC. VEJA SE SEU MATERIAL ESTÁ EM DIA, SE FALTAR ALGUMA COISA, PROVIDENCIE ... COMPRE.

• SE VOCÊ TEM TRABALHOS PARA ENTREGAR, REVISE TODOS, LEIA COM CUIDADO PARA TER TEMPO DE MODIFICÁ-LOS SE FOR PRECISO.

• SE TEM RECUPERAÇÃO E PROVAS PARA REALIZAR, DEIXE A MATÉRIA LIDA, ESTUDADA E RESUMIDA, PARA QUE SOMENTE POSSA TIRAR SUAS DÚVIDAS. SE VOCÊ NÃO ESTUDOU, NÃO TERÁ DÚVIDAS PARA ESCLARECER EM TEMPO DE REALIZAR UMA BOA PROVA.

• SÁBADO E DOMINGO QUE NORMALMENTE DORMIMOS ATÉ MAIS TARDE NA ÉPOCA DE AULAS, NESSE FINAL DE SEMANA, TERÁ DE SER DIFERENTE, VOCÊ TERÁ QUE SE LEVANTAR MAIS CEDO, POIS NA 2a FEIRA NOSSO CORPO VAI EXIGIR MUUUUUUUUUUUITA DISPOSIÇÃO E MUITA VONTADE.

• SABEMOS QUE AS MATÉRIAS SERÃO DADAS EM TEMPO MENOR, O QUE VAI EXIGIR MAIS DOS ALUNOS E DOS PROFESSORES, EM FUNÇÃO DA PANDEMIA DE GRIPE A, PORTANTO, NÃO CULPEM OS PROFESSORES OU A ESCOLA, CASO TENHAM QUE REPOR ALGUMAS AULAS E ESTUDAR MAIS PARA CUMPRIR COM O CRONOGRAMA DE SUA SALA.

ESTAMOS DESDE A SEMANA PASSADA CONVERSANDO A RESPEITO DESSE ASSUNTO NA CLÍNICA, MAS RESOLVI POSTAR, ALÉM DE ENVIAR POR E-MAIL, PARA QUE POSSAM PASSAR AOS PAIS, OS QUAIS PODERÃO AJUDÁ-LOS NESSA ORGANIZAÇÃO.
ESPERO CONTAR COM TODOS PARA QUE NOSSO RETORNO ÀS AULAS SEJA .... MENOS RUIM.... APÓS PERÍODO TÃO LONGO DE DESCANSO.



NÃO QUERO VER NINGUÉM DESCABELADO!!!!
VAMOS NOS ORGANIZAR PARA AS AAAAAAAAULAS!!!!!!!!!!

MUITOS BEIJOS!!!! ESPERO VCS NA TERAPIA COM TODAS BOAS NOTÍCIAS QUE TERÃO APÓS MUITA FOFOCA.
FER

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

PSICANALISE TRANSPESSOAL


Psicanálise
O termo psicanálise aparece nas obras de Freud a partir de 1896, antes ele utilizava a hipnose como instrumento terapêutico.

Freud utilizava a livre associação de idéias(encorajar o paciente a falar livremente tudo o que lhe vier á mente, sem censura) para tornar consciente o Inconsciente e a esse método chamou Psicanálise.

A partir de um comportamento ou sintoma atual do paciente, com a livre associação de idéias, o psicanalista tenta buscar uma explicação, reconstruindo o passado, procurando o trauma original onde surgiu o padrão de comportamento que conduz as atitudes do paciente.

No Inconsciente estão os conteúdos instintivos, censurados, reprimidos, que não são acessíveis à consciência.

Esses conteúdos não são esquecidos, eles continuam atuando, mas de forma inconsciente, e nós não temos acesso a eles. O psicanalista, então, busca tornar consciente o que, inconscientemente pode estar conduzindo o comportamento do paciente.

A função do psicanalista é procurar por conteúdos reprimidos ou "escondidos" no Inconsciente, vencendo a resistência do paciente.

Essa resistência é a quantidade de energia utilizada para manter os conteúdos reprimidos, pois em algum momento da sua vida, o paciente percebeu como melhor escolha a repressão e luta para mantê-la.

Ao "desmascarar" o Inconsciente, liberando os conteúdos psíquicos reprimidos, o paciente poderá utilizar essa energia para construir ou mesmo recuperar uma base forte e sadia de sua personalidade.

O processo psicanalítico conduz a um autoconhecimento, visto que ele caminha em busca das verdades originais.

Enfim, o processo psicanalítico pode ser considerado como uma aventura em terras estranhas, ou nem tanto, em busca de pistas que nos levem a reconstruir o quebra cabeças de nossa história de vida, para que assim, tenhamos escolhas, possamos olhar de frente para nossas limitações , tendo livre acesso a elas para podermos transformá-las em concepções novas e impulsionadoras.

A conscientização se trata de encarar a experiência de maneira racional para que se possa escolher novos caminhos que sejam mais adequados para se lidar com a situação.

Vale a pena embarcar nessa viagem interior. Você pode se surpreender!

Por isso, permita-se conhecer-se!

O movimento Transpessoal reconhece a espiritualidade como um aspecto importante e legítimo da psique humana e inclui os estados incomuns de consciência, particularmente, várias formas de experiências místicas.

A Psicanálise Transpessoal enfatiza o todo do Ser, sua Razão, sua Emoção, sua Intuição e Sensação.




S.Freud

"A Psicanálise não é uma investigação científica imparcial, mas uma medida terapêutica.
Sua essência não é provar nada,mas simplesmente alterar alguma coisa."



"Aventurar-se causa ansiedade, mas deixar de arriscar-se é perder a si mesmo...
E aventurar-se no sentido mais elevado é precisamente tomar consciência de si próprio."
Kierkgaard


"Um pouco de fé, certa dose de coragem e a prontidão para aceitar os desafios da investigação adentro das últimas e positivas necessidades e possibilidades humanas parecem ser todo o necessário para esse empreendimento."
A. Sutich


"Você é a causa da sua própria realidade. Para criar aquilo que você deseja, é preciso assumir o seu poder pessoal."
Dr.Joshua David Stone

A Psicologia Transpessoal


De uma forma mais ou menos resumida, pode-se definir a Psicologia Transpessoal como uma abordagem que tem como principal objetivo tratar o homem como um ser integral, ou seja, um ente complexo que engloba aspectos biológicos, mentais, sociais, ecológicos e, muito em especial, espirituais, o que amplia grandemente o atual campo da pesquisa em psicologia.
A Psicologia Transpessoal tenta compor um quadro abrangente das manifestações da percepção humana, apoiando-se tanto na ciência ocidental quanto nas várias tradições e concepções de homem de vários sistemas filosóficos, muitos dos quais de enorme interesse psicológico, não ocidentais. Isto implica na adoção, pelos principais teóricos transpessoais, de uma visão de homem que adota, ao lado de uma firme ênfase científica, baseada nos últimos progressos da ciência ocidental, notadamente na Física Moderna, as chamadas dimensões transcendentes e/ou espirituais da psiqué (Maslow, 1964, 1968, 1969; Fadiman & Frager, 1986; Grof, 1988).
Foi em meados da década de sessenta, basicamente nos Estados Unidos, quando vários fatores levaram a Psicologia Humanista a se assentar definitivamente como uma nova abordagem igualmente válida ante às visões de homem do Behaviorismo e da Psicanálise, que alguns psicólogos e psiquiatras - muitos dos quais haviam participado do desenvolvimento e delineação da Psicologia Humanista – encontraram uma área e um clima intelectual propício para o estudo de uma série de fenômenos psicológicos que, até então, eram negligenciados nos meios mais tradicionais, ou entendidos como sintomas de sérios desajustes emocionais. Entre estes estavam os chamados estados não ordinários de consciência, com fortes características espirituais, que algumas pessoas apresentavam, quer ocorressem espontaneamente, quer surgissem num contexto psicoterapêutico, quer ocorressem como a resultante de usos de substâncias várias, como drogas, etc. Alguns destes, até então considerados, estados “anômalos” de consciência traziam uma tal corrente de dados que, simplesmente, não se encaixavam adequadamente em nenhuma teoria da personalidade vigente, com a brilhante exceção das teorias de Carl Gustav Jung e Roberto Assagioli, que, à época, eram muito pouco aceitas, conhecidas ou adequadamente divulgadas. De tal forma cresceu o número de observações a respeito destes fenômenos que muitos renomados pesquisadores, dentre os quais se destacaram Abraham Maslow, Antony Sutich e Stanislav Grof, empreenderam a tarefa de dar corpo ao que parecia ser o surgimento de uma nova abordagem, ou uma nova Força em Psicologia, no dizer de Maslow, em uma nova área de estudo e avaliação do que parecia ser, em muitos casos, amostras de fascinantes e bem documentadas experiências de extensão ou expansão da percepção e da identidade de sujeitos, indo muito além do que consideramos “os limites de nossa pele”, ou de nosso ego: uma dimensão Transpessoal de consciência.
Segundo Stanislav Grof (Grof, 1988), esta nova força surgia principalmente dentro do círculo interno da Psicologia Humanística, porém, esta, que considerava o auto-crescimento e a auto-atualização os limites de desenvolvimento humano, acabava por restringir, em parte, os novos insights que surgiam diretamente das pesquisas realizadas pelos psicólogos e psiquiatras.:

“(...) A nova ênfase residia no reconhecimento da espiritualidade e das necessidades transcendentais como aspectos intrínsecos da natureza humana e no direito de cada indivíduo escolher ou mudar seu caminho. Muitos renomados psicólogos humanistas mostraram crescente interesse por várias áreas, antes negligenciadas, e por tópicos de psicologia como experiências místicas, transcendência, êxtase, consciência cósmica, teoria e prática da meditação ou sinergia inter-espécie e interidividual” (Grof, 1988, p. 138).

De fato, esta tendência de desenvolvimento de uma psicologia além do ego era tão clara, que Maslow chegou a escrever:

“Devo também dizer que considero a Psicologia Humanista, ou Terceira Força em Psicologia, apenas transitória, uma preparação para uma Quarta Força ainda mais elevada, transpessoal, trans-humana, centrada mais no cosmos que nas necessidades e interesses humanos, indo além da identidade, da individuação e quejandos (...)” (Maslow, 1968, p. 12)



A proposta desta Quarta Força foi logo divulgada em seminários, artigos e correspondências entre vários integrantes da psicologia humanística e que logo encontrou destacados defensores que, espontaneamente, formaram um comitê para a organização de uma revista dedica ao tema do que eles chamavam, à esta época, de Psicologia Trans-Humanística. Das várias discussões destes membros, que incluíam além de Sutich e Maslow, nomes como James Fadiman, Michel Murphy, Miles Vich e, logo depois, Viktor Frankl e Stanislav Grof, surgiu e foi adotado o título Psicologia Transpessoal como sendo o mais característico para os objetivos desta nova Força. Logo depois, em 1969, é lançado o primeiro número do Journal of Transpersonal Psychology.



A temática da espiritualidade, ou da dimensão espiritual do homem, pois, caracteriza a Psicologia Transpessoal como a primeira corrente contemporânea de Psicologia, em grande parte apoiada nas pesquisas pioneiras de Jung, a se dedicar de forma sistemática às dimensões subjetivas perceptuais que eram, até então, ignoradas, negadas ou reduzidas a características ou sintomas de psicopatologia na área da sexualidade, pela Psicanálise, por exemplo. O termo “espiritual” - fonte de estranhas reações por parte de muitos psicólogos -, que foi tomado de empréstimo à Religião e à Filosofia, é usado na falta de um outro termo técnico apropriado. Como disse o próprio Maslow, “(...) é quase impossível falar em ‘vida espiritual’ (frase desagradável para um cientista, em particular para os psicólogos) sem usar o vocabulário da religião tradicional. Simplesmente não existe uma outra linguagem satisfatória. Uma excursão pelos léxicos poderia demonstrá-lo com rapidez” (Maslow, 1964, p.4). O fato é que a Psicologia Transpessoal toma como fundamento o conceito de “auto-transcendência”, que vai além do conceito fudamental próprio da Psicologia Humanista, de “auto-realização”, embora o primeiro, na maior parte das vezes, só se manifeste após um desenvolvimento satisfatório do segundo. Maslow, especialmente, com a sua teoria das necessidades, deixa claro que as necessidades últimas, mais sutis e, acima de tudo, mais plenamente superiores – a que ele chamou de metanecessidades -, só surgiriam – mais uma vez como padrão geral, mas não como uma regra fixa – quando as necessidades mais básicas (fisiológicas, de segurança, de amor e pertinência, de estima e de auto-atualização) estivessem razoavelmente atendidas. Assim, dentro da abordagem da Psicoterapia Transpessoal, a capacidade humana para a “auto-transcendência” – que Maslow demonstrou magnificamente ocorrer em muitas das mais famosas pessoas auto-realizadas que ele estudou – é uma etapa reconhecida e estimulada para o desenvolvimento saudável e integral do homem.
O estudo da Consciência Humana, e das suas várias manifestações em termos de percepção, fora abandonado por um longo tempo pela Psicologia desde que a objetividade e o positivismo do Behaviorismo – em todos os pontos, muito próximos da metodologia das ciências naturais – superou as propostas de William James – que é igualmente considerado um dos precursores da Psicologia Transpessoal – e dos gestaltistas alemães. Freud, por sua vez, embora tenha deixado uma teoria que vai muito além da visão mecanicista estrita dos behavioristas mais radicais e tenha atingido insights realmente geniais sobre muitos dos mistérios que cercam a mente humana, criou uma teoria da personalidade que está muito próxima de uma descrição “hidráulica” do comportamento humano, sujeito à ações determinadas pela dinâmica de forças inconscientes sobre o qual a pessoa, enquanto ego consciente, tem pouco ou nenhum controle direto. Sendo assim, como nos fala Joseph Hart, “o behaviorismo e a psicanálise podem ser colocadas juntos já que estes enfoques concordam basicamente em ver o homem como um reagente; quando muito, um reagente adaptável, flexível. O psicólogo humanista, por sua vez, desenvolve seus postulados e procedimentos a partir da convicção de que o homem é um ator; na sua melhor condição, um ator criativo e auto-realizador” (Hart, 1970, p. 580). Ou seja, com o Humanismo, com sua ênfase na experiência consciente, o estudo da consciência começou a ser resgatado (na verdade, ele sempre esteve presente, nas escolas européias, mais existencialistas). Já a concepção Transpessoal admite claramente que existem outros estados de consciência que vão além dos estados tradicionais de sono, sono profundo, vigília, delírio e outros. Ela admite que existem estados supra-conscientes “cuja promoção da saúde e crescimento superariam em muito as do estado normal de vigília e as derivadas da análise das faixas infra-conscientes descobertas por Freud” (Boainain Júnior, 1996, p. 30). Agora vejamos o que nos diz ainda Hart, um dos precursores da Abordagem Transpessoal dentro da Abordagem Centrada no Cliente, de Rogers:

“Agora consideremos as posições do homem que atingiu insigths transcendentes, radicalmente diferentes. Embora a maioria dos ‘místicos’ não negue o limitado valor das idéias de homem como um reator ou ator – pois que o homem se comporta assim em determinados níveis -, eles defendem que o homem plenamente realizado vai além tanto da reação quanto da ação para fundir-se com algo muito maior, com o mundo, numa forma, podemos dizer, ecológica. Na visão espiritual do místico, o homem é potencialmente um agente receptor ou transmissor de uma consciência mais elevada, da qual ele faz parte. Conforme o contexto em que a visão mística é descrita, este estado de transcendência fala do homem como um veículo de Deus, uma expressão da consciência cósmica, ou um ponto imerso no absoluto” (Hart, 1970, p. 580).

Talvez o impacto destas palavras de Hart possam ser melhor “digeridas” se nos voltarmos para outras disciplinas e vermos que esta idéia de um “algo transcendente” é a mesma que está presente na Ecologia Profunda (Capra, 1986, 1997) e na Teoria Geral dos Sistemas, de von Bertalanffy e de Gregory Bateson, ou seja, na ciência de vanguarda. É igualmente presente em várias proposições da Física Moderna, em especial no Teorema de Bell (Capra, 1986; Grof, 1988) e na Teoria da Ordem implicada, de David Bohm (Bohm, 1992). O caso seria, pois, de entendermos o ser humano numa concepção holística e sistêmica, onde ele é, ao mesmo tempo, autônomo em alguns níveis e, ao mesmo tempo, parte integrante de outros níveis, mais elevados e sutis, como, por exemplo, a sociedade e a biosfera. Esta mesma concepção holística está presente nestas palavras de Andras Angyal, escritas em 1956:

“Visto sob este ponto de vista [ o desenvolvimento integral do self ], o ser humano parece lutar basicamente para afirmar e expandir sua autodeterminação. É um ser autônomo, uma entidade que cresce por si mesma e que se faz valer de modo ativo, ao invés de reagir passivamente como um corpo físico aos impactos do mundo que o rodeia. Essa tendência fundamental expressa-se na luta da pessoa para consolidar e desenvolver seu autogoverno, em outras palavras, para exercer sua liberdade e organizar os itens relevantes de seu mundo a partir do centro de governo autônomo que é o seu self. Esta tendência – que chamei de ‘propensão para autonomia crescente’ – expressa-se na espontaneidade, na auto-afirmação, no esforço pela liberdade e pelo domínio de si.
“Vista sob outra perspectiva, a vida humana revela um padrão básico bastante diferente do acima descrito. Sob este ponto de vista, a pessoa parece buscar um lugar para si numa unidade maior, da qual ela se esforça para tornar-se parte. Na primeira tendência nós a vemos lutando pela centralização em seu mundo, tentando moldar e organizar os objetos e eventos de seu mundo, trazê-los para sua própria jurisdição e controle. Na segunda tendência, pelo contrário, a pessoa parece entregar-se voluntariamente à busca de um lar para si e tornar-se UMA PARTE ORGÂNICA DE ALGO QUE CONCEBE COMO MAIOR DO QUE ELA (sic). A unidade supra-individual da qual a pessoa se sente parte, ou deseja tornar-se parte, será formulada de diferentes formas, de acordo com sua formação cultural e com compreensão pessoal” (Fadiman & Frager, 1986. pp. 283-284).

Estes dois níveis, o da auto-atualização e o da auto-transcendência, aparentemente antagônicos são, na verdade, expressões de uma dualidade que forma uma unidade dinâmica e complementar. Aliás, estes níveis parecem se repetir como uma constante na natureza. A própria Física Quântica admite paradoxos semelhantes, e até ainda mais estranhos, como é o caso do princípio da complementaridade onda-partícula de entes atômicos, de Bohr. E é exatamente na área da Física Moderna que surge um grande apoio e incentivo para o desenvolvimento da Psicologia Transpessoal (Capra, 1986; Grof, 1988; Walsh & Vaughan, 1991). Desde que Albert Einstein publicou seus artigos sobre a Teoria da Relatividade, em 1905, e que os estudos das características atômicas tomaram vulto, nos anos vinte, que o quadro do mundo físico vem passando por uma mudança de entendimento tão radical que os próprios fundamentos clássicos da ciência foram abalados. Passamos a perceber que a realidade atômica é tão paradoxal, exigindo uma nova forma de entender a natureza, que os teóricos mais importantes passaram a questionar amplamente os pressupostos mais fundamentais das ciências e filosofias do Ocidente, principalmente os que forma estabelecidos a partir de Bacon, Descartes e Newton (Capra, 1986; Grof, 1988; Walsh & Vaughan, 1991). As descrições tradicionais da realidade física tendiam a projetar um mundo mecânico, atomístico, linear, rigidamente causal e não- relativo. Embora esta visão de mundo ainda se mostrem como um modelo útil, dentro de limites bem definidos, atualmente esta visão mecânica de mundo vem sendo complementado por modelos mais sofisticados, que reconhecem uma realidade física holística, interligada, dinâmica, relativista e, em certa medida, “orgânica”, e que é inseparável da consciência do observador.
Embora nossa percepção e interpretação da realidade ainda tenham por parâmetros as idéias newtonianas de um universo mecanicista – idéia que é perpetuada pela educação formal -, essas grandes descobertas em Física Teórica têm trazido uma luz extremamente benéfica à filosofia da ciência e à Psicologia. O físico brasileiro Mário Schenberg declarou que “a Física e a Psicologia são aspectos diferentes de uma mesma realidade, vista sob ângulos diferentes” (Guimarães, 1996, p. 36), e que o trabalho de Carl Gustav Jung – um dos precursores mais importantes da Psicologia Transpessoal – tem influenciado a muitos físicos teóricos.
Grof considera Jung o primeiro real psicólogo moderno (Grof, 1988, p. 138), pois ele desafiou a essência básica da maioria dos pontos fundamentais da visão de mundo da psicologia ocidental: a visão de mundo linear e rigidamente causal, emprestada da física clássica, de Newton e Descartes, aplicadas à Psicologia.
Jung via a psique como parte atuante do organismo e, portanto, extremamente sábia e criativa, com uma interação complementar entre seus elementos, inclusive entre o consciente e o inconsciente. Para ele, a concepção do inconsciente como um mero depósito psicobiológico de tendências pulsionais ou instintivas rejeitadas ou reprimidas era mais uma tentativa de acomodar um modelo conceitual de inconsciente aos parâmetros de uma concepção de mundo mecanicista do que uma descrição acurada, ou plenamente psicológica, do mesmo. Ele o via como tendo um importante papel no crescimento integral do organismo, englobando até mesmo o pequeno ponto do ego consciente, de forma sábia. Ou seja, o inconsciente era parte integrante e ativa do organismo, e este, em sua globalidade, teria um “racionalismo” próprio, mais profundo, com (lembrando Pascal) as “suas razões que a própria razão desconhece”. Em sua estrutura mais profunda, ele ligaria o indivíduo a toda a humanidade, à natureza e a todo o universo, como se fosse um tipo sofisticado de holograma. E mais, o inconsciente não seria apenas governado pelo determinismo histórico, mas – e nisto Jung era antecipadamente um psicólogo humanista – também teria uma função projetiva e teleológica (Hall & Lindzey, 1984; Capra, 1986; Grof, 1988).

“Jung não imaginava o ser humano como se fosse uma máquina biológica. Reconhecia que o processo de individuação [ maturação integral ] dos humanos pode transcender os estreitos limites do ego e do inconsciente pessoal e ligar-se ao Self, que é proporcional à humanidade toda e ao cosmos inteiro. Jung pode ser, então, considerado o primeiro representante da orientação transpessoal em Psicologia” (Grof, 1988, p. 139).

É interessante observar que foi Jung o primeiro a usar a palavra Transpessoal (Hall & Lindzey, 1984), e seus conceitos de sincronicidade e arquétipo têm não só chamado a atenção de físicos teóricos, como Einstein, Pauli, Bohm e outros, como a de psicólogos como Carl e Natalie Rogers, John K. Wood, Stanislav Grof e Pierre Weil (Boainain Júnior, 1996; Grof, 1988; Weill, 1978). Foi o próprio Einstein quem encorajou Jung a se aprofundar no conceito de sincronicidade, e Wolfgang Pauli publicou um artigo conjunto com Jung sobre sincronicidade e sobre os arquétipos na obra do físico Johannes Kepler (Grof, 1988, p. 146).
Segundo Walsh e Vaughan, “nos níveis mais fundamentais e sensíveis da ciência moderna, o quadro emergente da realidade lembra o quadro mais fundamental que as disciplinas da consciência revelam” (Walsh &Vaughan, 1991, p. 26). Isto posto, já não nos parece mais concebível que a Psicologia Transpessoal ainda seja vista com desconfiança por parte de muitos psicólogos brasileiros. Suas sólidas bases teóricas e conceituais, amparada num leque transdisciplinar riquíssimo, a tem posto na vanguarda da pesquisa da consciência. Nos Estados Unidos e Europa já existem instituições oficiais de pesquisa na área, com cursos a nível de Mestrado e Doutorado. A Associação Americana de Psicologia Transpessoal tem em suas fileiras nomes mundialmente reconhecidos, como Daniel Goleman e Ken Wilber. No Brasil, nomes como Pierre Weil, Roberto Crema, Márcia Tabone e Eliana Bertolucci se inscrevem definitivamente na história do movimento transpessoal nacional, bem como a Associação Transpessoal da América do Sul – ATAS – e a Associação Luso-Brasileira de Transpessoal.
Vários dos fenômenos transpessoais são largamente descritos na literatura junguiana e humanista, este última, principalmente, nos últimos 25 anos, devido ao trabalho com Grandes Grupos (Rogers, 1983; Boianain Júnior, 1996), e na literatura psiquiátrica não faltam relatos que apontam para os níveis de transcendência da consciência a partir de certos dados clínicos com o uso de medicamentos (Grof, 1988), e o acompanhamento com pacientes graves ou em estado terminal revelam dimensões de percepção transcendente que escapam ao enquadramento nas teorias da personalidade vigentes. O estudo e pesquisas clínicas, na área médica, com biofeedeback e com a hipnose revelam sólidos argumentos para algumas das proposições básicas da Psicologia Transpessoal (Fadiman & Frager, 1986; Grof, 1988), e os estudos de antropologia cultural e da religião demonstram que os chamados fenômenos místicos, ou de êxtase, são encontrados em todos os povos em todos os períodos da história, com semelhanças desconcertantes em termos de conteúdo e relato (Jung, 1986; Grof, 1988; Gaarder, 1995).
Neste ponto é conveniente lembrar que “a atitude da psiquiatria e da psicologia tradicionais sobre religião e misticismo é determinada pela orientação mecanicista e materialista da ciência ocidental. Num universo em que a matéria [ tal como é concebida na visão clássica de mundo ] tem primazia, e a vida e consciência são seus produtos acidentais, não pode haver um reconhecimento genuíno da dimensão espiritual da existência” (Grof, 1988, p. 242). É ainda Grof quem nos explica que sendo a Psiquiatria clássica e a Psicologia acadêmica tradicional governadas por uma visão mecanicista de mundo, são incapazes de fazer, por questão de referenciais teóricos básicos, qualquer distinção significativa entre crendices e superficialidades supersticiosas das grandes correntes filosóficas das maiores tradições religiosas da humanidade (Grof, 1988). Dessa maneira, estas disciplinas, em suas ramificações mais tradicionais, inclinam-se a descartar qualquer forma de espiritualidade como elementos não científicos, mesmo que sejam extremamente refinados e tenham uma importância fundamental na vida de bilhões de seres humanos. No contexto da Psiquiatria tradicional, e da Psicanálise ortodoxa, “a espiritualidade é equiparada a superstições primitivas, falta de cultura ou psicopatologia clínica” (Grof, 1988, p. 242). O entendimento psicanalítico e psiquiátrico – que se baseia na psicanálise - sobre tais questões é muito conhecido:

“(...) as origens da religião provêm de conflitos irresolutos da infância e da meninice: o conceito de deidade reflete a imagem infantil das figuras parentais; a atitude de seus seguidores é sinal de imaturidade e dependência infantil; as atividades rituais indicam uma luta com impulsos psicossexuais ameaçadores, comparável à de um neurótico compulsivo.
“Algumas experiências espirituais diretas são encaradas como grosseiras distorções psicóticas da realidade e indicativas de sério processo patológico ou doença mental. Entre elas encontram-se sensações de unidade cósmica (...), visões de luzes de beleza sobrenatural, memórias de encarnações passadas ou encontros com personagens arquetípicos. Até a publicação da pesquisa de Maslow [ sobre as experiências de transcendência de pessoas consideradas as mais saudáveis ], a psicologia acadêmica não reconhecia nenhuma outra maneira de interpretar tais fenômenos. As teorias de Jung e Assagioli, apontando na mesma direção, distanciavam-se muito da corrente principal da psicologia acadêmica para que pudessem causar um impacto sério”
“(...) Os grandes xamãs de várias tradições aborígines foram descritos como esquizofrênicos ou epilépticos e alguns dos mais importantes santos, profetas e mestres religiosos receberam diversos rótulos psiquiátricos. (...). Esses critérios psiquiátricos são aplicados sem distinção, rotineiramente, mesmo a grandes mestres das religiões como Buda e Jesus (...)” (Grof, 1988, pp. 242-243).

Naturalmente, embora o estudo da consciência, em geral, em todas as suas manifestações, interesse à Psicologia Transpessoal, seu foco de interesse principal reside nestes “estranhos” estados espirituais de percepção e consciência, entendidas como potencialmente saudáveis pela abordagem transpessoal. Aliás, William James, ainda no século passado, já dizia isso. Autores como Lawrence LeShan, Fritjof Capra, Pierre Weil, Hernani Guimarães Andrade e muitos outros endossam esta perspectiva. O estranho relacionamento de espaço, tempo e consciência parecem ter atingido quadros conceituais análogos nas descrições de físicos modernos e místicos (Capra, 1985; Fadiman & Frager, 1986). As mais recentes pesquisas sobre a consciência “sugerem que a natureza e a gênese da consciência podem ser mais realisticamente descritas por místicos e físicos modernos do que pela mais estável concepção utilizada dentro da psicologia contemporânea” (Fadiman & Frager, 1986, p. 168).
A. Weil sugere fortes evidências “de que os assim chamados ‘estados alterados’ são não só naturais como também necessários para o bem-estar e a saúde continuada da pessoa. Ele acredita que a menos que tenhamos oportunidade de mudar nosso estado de consciência, podem desenvolver-se sintomas emocionais graves. Ele vê o impulso para alterar a percepção consciente – tal como expressa no uso de exagerado de drogas, bebedeiras públicas, práticas religiosas, o ligar-se a alguma coisa dos adolescentes e a dança em êxtase – como reflexo de um impulso fisiológico inato que se origina da estrutura do cérebro. Da mesma forma que sabemos que há um impulso para a experiência sexual, pode haver um impulso equivalente para a mudança de níveis de percepção” (Fadiman & Frager, 1986, p. 169). Maslow fala o mesmo, com respeito às metamotivações.
De um modo geral, a gama de possibilidades de manifestação da consciência humana pode ser entendida como em um espectro de padrões mais ou menos definidos, cujas características marcantes parecem ter sido convenientemente estudas, cada um em sua especificidade, pelas várias escolas (aparentemente antagônicas) da personalidade, quer ocidentais, quer orientais.
Um dos sistemas didáticos, em psicologia, que procura integrar os diferentes insights das várias escolas psicoterapêuticas do ocidente entre si, e estas com as várias abordagens orientais, é a Psicologia do Espectro, proposta por Ken Wilber (Wilber, 1990), como um modelo da compreensão transpessoal das diferenças entre psicoterapias. Nele, cada uma das diferentes escolas é vista como uma faixa que se dedica a um aspecto específico do total a que se pode apresentar a consciência humana. Cada uma dessas escolas aponta para um estado de consciência que se caracteriza por possuir um diferente senso de identidade, indo da pequena identidade restrita ao ego até à suprema identidade com todo o universo, que é o nível extremo da consciência transpessoal. Este espectro pode ser entendido, a grosso modo, a partir de quatro níveis: o do ego, o biossocial, o existencial e o transpessoal.
No nível do ego, a pessoa não se identifica, a rigor, com o seu organismo, mas com uma representação mental, ou com um conceito restrito do mesmo, como uma auto-imagem construída. É, pois, um problema de identificação com um modelo que a pessoa aceita, num investimento intelectual e emocional, como sendo seu "eu". Existe - para ela – um "eu" egóico que é diferente e independente de tudo e de todos. A pessoa não se interessa muito em cultivar relações interpessoais sem que haja alguma vantagem específica para o ego, e muito menos se preocupa ou leva em consideração aspectos ecológicos ou sociais.
O nível biossocial já envolve a consciência e a preocupação com o nível e com os aspectos do ambiente social da pessoa. A influência preponderante é a de padrões culturais e sociais. A pessoa sente como fazendo parte - e tendo alguma responsabilidade - pelo seu meio-ambiente social e natural. É nesta área que os alguns dos estágios de desenvolvimento moral, tal como estudado por Kohlberg, atinge seu maior patamar em alguns indivíduos.
O nível existencial é o nível do organismo total, caracterizado por um senso de identidade corpo/mente auto-organizador. É o nível dos ideais humanistas e do despertar ecológico, e do pensamento mais sofisticado, em termos de filosofia de vida. Emoção e razão estão mais ou menos associadas para o crescimento e o desenvolvimento das potencialidades do homem, desde que os meios sejam razoavelmente propícios. Quando não, ainda assim a pessoa luta para se auto-atualizar e a ajudar seus semelhantes. Um alto grau de desenvolvimento de consciência moral altruística é normalmente associado a alguns indivíduos mais destacados associados a este estágio.
O nível transpessoal é o nível da expansão da consciência para além das fronteiras do ego, correspondendo a um senso de indentidade mais amplo. Ele pode envolver percepções do meio ambiente, onde tudo está - de uma forma sutil, mas muito presente - ligado - de forma não necessariamente linear - a tudo. É o nível do inconsciente coletivo e dos fenômenos que lhe estão associados, tal como descritos por Jung e seguidores. É uma forma extremamente sofisticada e não ordinária de consciência em que a pessoa não aceita mais a crença numa separação rígida entre ela e todo o universo, a não ser como um modelo e uma forma de atuar, de forma prática, sobre o meio em que vive com outras pessoas. Essa forma de consciência transcende, e muito, o raciocínio lógico convencional, e aproxima-se das assim chamadas experiências místicas. É este um pico de percepção em que, num sentido ecológico, nos fala Arne Ness:

“O cuidado flui naturalmente se o ‘eu’ é ampliado ou aprofundado de modo que a proteção da Natureza livre seja sentida e concebida como proteção de nós mesmos ... Assim como não precisamos de nenhuma moralidade vinda de um nível intelectual para nos fazermos respirar, do mesmo modo se o seu ‘Eu’, no sentido mais amplo desta palavra, abraça um outro ser, você não precisa de advertências morais ou linearmente intelectuais para demonstrar cuidado e afeição... você o faz por si mesmo, sem sentir nenhuma pressão moral para fazê-lo... Se a realidade é experimentada pelo Eu ecológico, nosso comportamento, de maneira natural e bela, segue espontaneamente as normas da ética ambientalista" (Capra, 1997, p.29).

É este estado de consciência holística que é objeto mais íntimo e aprofundado de estudo da Psicologia Transpessoal. E não é sem sentido que alguns pensadores, particularmente o filósofo Warwick Fox, tenha cunhado o termo “Ecologia Transpessoal” para expressar uma conexão profunda entre a psicologia e a consciência ecológica (Capra, 1997).
Como dissemos anteriormente, a psicoterapia transpessoal propriamente dita, baseada na concepção de homem holístico próprio da Psicologia Transpessoal, visa – como na Psicologia Humanista – facilitar o crescimento humano, em todas as suas potencialidades, e, indo mais além, ajudar a expandir a consciência para além dos limites estabelecidos na maioria dos modelos ocidentais mais tradicionais de saúde mental (Walsh & Vaughan, 1991), desde que o cliente esteja caminhando para estas áreas transcendentes de percepção da realidade. Como a Psicologia Transpessoal surgiu do desenvolvimento da Psicologia Humanista e, posteriormente, atraiu a atenção de psicólogos e psiquiatras de linha junguiana, muitas das técnicas próprias de ambas as abordagens são largamente utilizadas na psicoterapia transpessoal. Além disso, como o estudo Transpessoal inclui várias correntes filosóficas orientais, o terapeuta transpessoal habilitado pode, igualmente, usar exercícios próprios de tradições orientais, como a Yoga, a meditação e outros, que têm sua contrapartida ocidental em teorias neo-reichianas ou outras de orientação psico-corporal.
Como o objetivo básico é ajudar o cliente a obter níveis ótimos de saúde e bem-estar mental, atingindo-se mesmo certos patamares perceptuais que excedem o que costuma ser aceito como normal, pode-se definir algumas metas básicas a serem trabalhadas no ambiente clínico. A primeira, e a mais fundamental, “é desenvolver a capacidade de assumir a responsabilidade por si mesmo no mundo e nos relacionamentos pessoais” (Walsh & Vaughan, 1991, p. 204). Isso pode se construir à medida que a pessoa entende que é capaz de experienciar toda uma gama de emoções de modo maduro ao mesmo tempo que começa a estar menos apegada com rotulações sociais ou comportamentos que se restringem à determinadas situações, sem identificar-se com estas ou acreditar que elas são medidas valorativas do “Eu”, ou self, que é muito mais profundo que a pequena janela do ego. Uma outra meta “é a de possibilitar a cada pessoa o atendimento adequado de necessidades físicas, emocionais, mentais e espirituais, segundo as preferências e predisposições individuais. Assim, não se pode esperar que um mesmo caminho seja apropriado a todas as pessoas. Na psicoterapia transpessoal, os impulsos direcionados ao crescimento espiritual são considerados básicos para a humanização completa da pessoa. Supõe-se que, além das necessidades básicas de sobrevivência – de alimentação, abrigo e relacionamento -, devem ser atendidas necessidades de ordem superior, ligadas à auto-realização, para um pleno funcionamento em níveis ótimos de saúde (Walsh & Vaughan, 1991, p. 204).
Estas metas são, em grande parte, similares aos objetivos psicoterapêuticos das abordagens humanistas (principalmente a rogeriana) e junguianas. Em todas, o terapeuta não cura uma enfermidade, mas ajuda o cliente a se capacitar para descobrir em si mesmo os recursos interiores que permitam ao organismo entrar, da forma mais livre possível, no fluxo natural de auto-cura e crescimento. “O reconhecimento [ pelo cliente ] da natureza subjetiva das suas crenças [ e identificações mentais ] e o submetê-las a um exame mais acurado podem permitir ao cliente a saída de limitações e constrições da percepção auto-impostas. À medida que as identificações parciais com visões limitadas são descartadas ou transcendidas, o processo de cura de divisões psicológicas imaginárias, de reintegração de partes rejeitadas da psique, de resoluções de conflitos interiores pode ser acelerado” (Walsh & Vaughan, 1991, p. 205). O conteúdo da terapia transpessoal, e o seu processo, é determinado pelo cliente e pelo material que ele traz, consistindo em todos os tipo de problemas, experiências e preocupações. O terapeuta não insiste na ocorrência dos níveis transpessoais, mas trabalha com o cliente dentro do enquadramento em que ele está em cada momento da terapia. Embora reconhecendo o valor terapêutico da experiência transpessoal, chegar a ela não é o alvo básico da terapia transpessoal em si. Elas podem ocorrer, e freqüentemente ocorrem até mesmo em outras abordagens, e ai está a vantagem do processo transpessoal, pois o terapeuta estará preparado para apoiar o cliente nestas dimensões estranhas e maravilhosas, cuja principal conseqüência é facilitar na desidentificação de papéis superficiais e de uma auto-imagem distorcida.
É interessante observar que o contexto terapêutico transpessoal pode ser catalisado através do trabalho com Grandes Grupos. E foi exatamente ai que a temática transpessoal passou a ser percebida em abordagens várias, porém principalmente na Abordagem Centrada na Pessoa, de Carl Rogers (Boainain Júnior, 1996, p. 105). Vejamos o que nos diz Rogers a este respeito:

“Tenho a certeza que este tipo de fenômeno transcendente [ sincronicidade, telepatia, sentimentos de empatia extrema, apreensão da presença e ação de instâncias transpessoais específicas ] às vezes é vivido em alguns grupos com que tenho trabalhado, provocando mudanças na vida de alguns participantes. Um deles colocou de forma eloqüente: ‘Acho que vivi uma experiência espiritual profunda, senti que havia uma comunhão espiritual no grupo. Respiramos juntos, sentimos juntos, e até falamos uns pelos outros. Senti o poder da força vital que anima cada um de nós, não importa o que isso seja. Senti sua presença sem as barreiras usuais do eu e do você – foi como uma experiência de meditação, quando me sinto como um centro de consciência, como parte de uma consciência mais ampla, universal’ ” (Rogers, 1983, pp. 47-48).
“O outro aspecto importante do processo de formação de comunidades [ Grande Grupos ] com que tenho tido contato é a sua transcendência e espiritualidade. Há alguns anos eu jamais empregaria estas palavras. Mas a extrema sabedoria do grupo, a presença de uma comunicação quase telepática, a sensação de que existe um ‘algo mais’, parecem exigir tais termos” (Rogers, 1983, p. 62).
“Tenho certeza de que nossas experiências terapêuticas e grupais lidam com o transcendente, o indescritível, o espiritual. Sou levado a crer que eu, como muitos outros, tenho subestimado a importância da dimensão espiritual ou mística” (Rogers, 1983, p.53).

Portanto, nos parece que, pelo menos em parte, já ocorre, através da ACP e da Psicologia Analítica Junguiana, no Brasil, um conjunto de psicoterapias de aspecto transpessoal. O que parece agora ser necessário é o reconhecimento que muitos dos eventos transcendentes que ocorrem nestas abordagens podem agora ser devidamente enquadrado num campo coerente e mais desenvolvido para a pesquisa e o estudo destes fenômenos em si. Este campo, ou abordagem, é a Psicologia Transpessoal.

Resumo:

Psicologia Transpessoal. – Abordagem que tem como principal objetivo ampliar o campo de pesquisa em psicologia para incluir certas áreas da experiência perceptual e do comportamento humano, que estão associadas a um grau máximo de saúde e de bem-estar subjetivos, com repercussões a níveis individuais e psicossociais.

Psicoterapia Transpessoal. - Trabalho terapêutico que objetiva facilitar o crescimento humano e a expandir – desde que atingido e sedimentado um estado psicológico favorável - os limites de compreensão da realidade para além dos limites aceitos pelos principais modelos teóricos ocidentais sobre saúde mental.

Origens. – Considerável gama de fenômenos clínicos envolvendo temas como expansão da percepção da consciência para além dos limites do ego passam a ser estudados a partir da década de 60. Fenômenos antes negligenciados como patológicos, passam a ser encarados como válidos. Desenvolvimento da Psicologia Humanista. Maslow, Sutich e Fadiman organizam a publicação do Journal of Transpersonal Psychology. Resgate das teorias de Carl Gustav Jung e Roberto Assagioli. Abertura aos sistemas psicológicos não-ocidentais, como Budismo e Taoísmo. Contribuições da Física Teórica sobre a percepção e da Antropologia ao estudo das várias manifestações culturais místicas.

O Estudo da Consciência Humana.- William James, Carl Jung, Carl Pribram, Stanilav Grof são alguns dos nomes mais conhecidos.

O Behaviorismo e a Psicanálise podem ser colocados em um mesmo nível em relação à visão de homem, já que seus enfoques concordam basicamente em que o ser humano é um reagente a estímulos ou a forças, quer de ordem externa (Behaviorismo), quer de ordem interna (Psicanálise), cujo controle é pouco ou nada exercido pela volição consciente. O Humanismo considera o homem como um ator criativo. O paradigma Transpessoal considera todas estas dimensões válidas dentro da gama de ação e complexidade do ser humano, mas também considera que existem, potencialmente, outros estados de consciência, alguns supra-conscientes, cuja promoção da saúde e do crescimento superariam a dos estados de vigília, sono, delírio e outros, e dos estados derivados da análise das faixas infra-conscientes descobertas por Freud.

Aspectos complementares do desenvolvimento humano.- Tendência à autonomia individual e tendência à integração sistêmica, psicossocial. Complementaridade entre o individual e o social.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Boainain Júnior, E. (1996). Transcentrando: Tornar-se Transpessoal. Tese de Mestrado. São Paulo, USP.

Capra, F. (1986). O Ponto de Mutação. São Paulo, Editora Cultrix.

_______ (1997). A Teia da Vida. São Paulo, Editora Cultrix.

Bohm, D. (1992). A Totalidade e a Ordem Implicada. São Paulo, Editora Cultrix.

Fadiman, J. & Frager, R. (1986). Teorias da Personalidade. São Paulo, Harbra.

Gaarder, J. (1995). O Mundo de Sofia. São Paulo, Companhia das Letras.

Grof, S. (1988). Além do Cérebro. São Paulo, McGraw-Hill.

Guimarães, C. (1996). Percepção e Consciência. João Pessoa, Persona.

Hall, C.S. & Lindzey, G. (1984). Teorias da Personalidade. São Paulo, EPU.

Hart, J. T. (1970). New Directions in Client Centered Therapy. Boston, Houghton Mifflin.

Maslow, A. H. (1964). Religious, Values and Peak-Experiences. Columbus, Ohio State University Press.

______ (1968). Introdução à Psicologia do Ser. Rio de Janeiro, Eldorado.

______ (1969). Various Meaning of Transcendence. Journal of Transpersonal Psychology, pp. 57-66.

______ (1971). The Farther Reaches of Human Nature. New York, Viking Press.

Rogers, C. R. (1983). Um Jeito de Ser. São Paulo, EPU.

Walsh, R. N. & Vaughan, F. (Orgs.). (1991). Além do Ego: Dimensões Transpessoais em Psicologia. São Paulo, Editora Cultrix.

Weil, P. (1978). A Consciência Cósmica: Uma Introdução à Psicologia Transpessoal. Petrópolis, Vozes.

Fonte: Internet. Texto de Carlos Antonio Fragoso Guimarães

sábado, 14 de fevereiro de 2009

`MUITO ORGULHO`!!!!

Foi com muito orgulho que hoje ao abrir o jornal da cidade`A Gazeta Guacuana` vi meu texto republicado por decisao interna do jornal, que ao meu entender, significa que o texto realmente atingiu os objetivos propostos.
Postura! Qual é a sua! Foi um texto desafiante, pois foi um dos gerentes do jornal quem solicitou o assunto, visto sua importäncia.
Agradeço realmente a delicadeza do jornal com a publicaçáo, enquanto preparo novos textos, novos desafios.
Me senti à vontade para postá-lo novamente, para que aqueles que ainda náo leram, possam dar uma sapiada.

POSTURA! QUAL É A SUA??

Dias atrás enquanto abordávamos em roda de amigos temas interessantes, um deles sugeriu com sábias palavras o tema Postura. Imediatamente a minha postura corporal se alinhou, pois o cérebro me enviou essa mensagem, visto ser através dela que enviamos ao outro o parecer de nossos sentimentos, que vão desde sobrecargas emocionais e sentimentais que, reprimidas ou não no inconsciente, revelam um padrão comportamental de liberdade ou prisão interior, pois essas cargas interiorizadas são refletidas na postura corporal, indicando se a postura psíquica está negativa ou positiva, por isso é refletida no corpo.
Quando se mantém uma postura negativa por tempo prolongado algumas doenças podem ocorrer como prova de sua insatisfação e, tanto os aspectos familiar como profissional, além do relacional, serão prejudicados pela falta de energia. Muitos autores visam esclarecer sobre o resgate desse conhecimento milenar, que é identificar o diálogo do corpo com o inconsciente. A ênfase maior é mostrar que existe um dialeto próprio e que é universal, pois a memória celular conhece perfeitamente a função de cada órgão interno, dos membros externos e a correlação com a personalidade do indivíduo. Muitos estudiosos afirmam que cada doença tem seu significado psicológico e orientam em como devemos agir, para que os padrões fixos internos se transformem, revertendo o quadro doentio. Foucault diz que “a crítica como componente da estética da existência tem como tarefa levar tão longe quanto possível o trabalho da liberdade”.
Como seres humanos livres, devemos ter como tarefa constante criticar a nós mesmos, nossa relação com os outros e com a verdade. Não nos submetermos a uma verdade dada e a um modo de ser fixo, pensando que somos seres imutáveis. Portanto, podemos e devemos pensar e criticar nossos valores, nossas atitudes frente à vida e aos outros, para criarmos a partir daí um novo estilo de vida e com nova forma. Ser um agente incansável diante os problemas que nos aflige e reconhecer os obstáculos, superá-los a partir da crítica e autocrítica, e desse modo, ser um eterno aprendiz. Na medida em que adotamos uma postura frente à vida de agentes criativos, que superam obstáculos com alegria, percebemos oportunidades para aprender e reinventar.
O trabalho holístico na virada do milênio atraiu grande número de pessoas que estavam presos à religião, à medicina convencional e à sua própria existência. Esses trabalhos se fundamentam em sua maioria, no “holos”, no “todo” do ser, usando de técnicas diferenciadas para que o ser humano conheça a si mesmo através de introspecção, respiração correta, relaxamento, meditação, silêncio e serenidade. É importante usar a força de vontade e estudar mais sobre a energia interior e também é necessário meditar, silenciar e descobrir a força interna que eleva a nossa auto estima e nos dá força para buscarmos nossos ideais e sonhos sem culpa, sem medo ou insegurança e sem nos deixar abalar pelos conflitos, para podermos viver e não termos a vergonha de sermos diferentes, de pensarmos diferente e de sermos autônomos; vivermos e criarmos nossos próprios valores, criticarmos nossa postura de vida diante de nós, dos outros e da verdade. Viver... para ser feliz!
Sermos humanos nos leva ao livre arbítrio para podermos criar nosso próprio estilo de vida, pois somos aprendizes e, portanto críticos, sendo, desse modo, felizes por realizarmos nossa essência e nos libertarmos da indiferença daqueles que não reagem diante dos sofrimentos ou empecilhos a fim de viver melhor.
E a vida ? O que é? Gonzaguinha prefere a resposta das crianças.... é bonita, é bonita e é bonita. Acredito que ele não queira dizer que a vida seja simples, mas que o mais importante é realizá-la com autonomia, felicidade e beleza.
Como humana refleti sobre a minha postura e agora me basta como profissional, que eu tenha ajudado outras pessoas a refletirem e reverem suas posturas de vida, mas que optem de alguma forma, por serem felizes.

Fernanda Maria Lima do Amaral
Psicanalista - Psicopedagoga

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

“FAXINA NA ALMA “



Não importa onde você parou...em que momento da vida você cansou...
O que importa é que sempre é possível e necessário recomeçar.
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo...
E renovar as esperanças na vida e o mais importante, acreditar em você de novo. Sofreu muito nesse período? foi aprendizado...
Chorou muito? foi limpeza da alma...
Ficou com raiva das pessoas? foi para perdoá-las um dia...
Sentiu-se só por diversas vezes? é porque fechou a porta até para os anjos...
Acreditou que tudo estava perdido? era o início de sua melhora...
Pois é... agora é hora de reiniciar... de pensar na luz...
De encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Que tal um novo emprego? Uma nova profissão ?

Um corte de cabelo arrojado, diferente?
Um novo curso...Ou aquele velho desejo de aprender a pintar...

Desenhar... dominar o computador... ou qualquer outra coisa...
Olha quanto desafio... quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus lhe esperando. Esta se sentindo sozinho? besteira...

Tem tanta gente que você afastou com o seu "período de isolamento"...
Tem tanta gente esperando apenas um sorriso seu para "chegar" perto de você.
Quando nos trancamos na tristeza...nem nós mesmos nos suportamos...
Ficamos horríveis...o mal humor vai "comendo nosso fígado"...até a boca fica amarga. Recomeçar... hoje é um bom dia para começar novos desafios
Onde você quer chegar? Ir alto... sonhe alto... queira o melhor do melhor...
Queira coisas boas para a vida...

Pensando assim trazemos para nós aquilo que desejamos...
Pensando pequeno... coisas pequenas teremos...

Já, se desejarmos fortemente o melhor e, principalmente, lutarmos pelo melhor...o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da faxina mental...Jogue fora tudo que lhe prende ao passado... Ao mundinho de coisas tristes...fotos... peças de roupa, papel de bala... ingressos de cinema... bilhetes de viagens... e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados...
Jogue tudo fora... mas principalmente... esvazie seu coração...fique pronto para a vida... para um novo amor...
Lembre-se somos apaixonáveis...somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes... afinal de contas...Nós somos o "Amor"...
Porque somos do tamanho daquilo que vemos, e não do tamanho da nossa altura. Carlos Drummond Andrade

Porque hoje é sábado? Porque é Natal? Porque findamos o ano? Não!

Porque todo dia é um bom dia para recomeçar, perdoar, dar, amar e ser feliz. Como atuante da área da saúde estarei sempre com as mãos estendidas para acolher, receber e ajudar o ser humano que investe em seu auto conhecimento, está à procura de melhor qualidade de vida ou, àquele que"perdido de isolamento"necessita de auxílio para se encontrar.

Espero que o texto de Drumond alerte àquele que em seu isolamento se esqueceu de sorrir, de se priorizar e de viver. Que o período de férias seja aproveitado também para que a “faxina na alma” seja possível e, que o recomeço seja limpo de mágoas, de expectativas infundadas ou de desafios abandonados.

Desejo a todos um Natal de Paz e um Ano Novo repleto de sucessos e realizações. Que sejamos prósperos e felizes...sempre!

Texto postado no Jornal "A Gazeta Guaçuana" de 27.12.2008 - Indicador de Saúde - Jornal para qual escrevo mensalmente.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

REPROVADO OU NÃO? QUAL O VEREDITO FINAL!




Estamos finalizando o ano letivo e com ele angústias da reta final, a aprovação ou reprovação escolar como pauta na escolaridade da criança. A reprovação de forma geral significa à criança o débito merecido pelo descaso com o estudo e, à família, o fracasso da criança e deles próprios. Para que essa situação conflituosa seja evitada muitas famílias se empenham na aprovação da criança, tentando socorrê-la com aulas suplementares ou estudando em equipe com a mesma. Esquemas fantásticos são montados que garantam a promoção daquele estudante na tentativa de reverter uma situação que, na maioria das vezes, se arrastou pelo ano todo.
Aprender envolve os aspectos físico, emocional, mental e sócio-cultural, mas para que esses sejam detectados em sua forma inicial, é imprescindível uma avaliação psicopedagógica clínica de um profissional qualificado.
Muitos são os motivos que levam uma criança a ser retida na série em que se encontra. A fala mais conhecida é que a criança é “preguiçosa”, que “flauteou”, que “fez na última hora”; mas não podemos generalizar e deixar de considerar que muitos aspectos norteiam a decisão escolar quando um aluno é retido.
São muitos os casos onde famílias se mobilizam para a aprovação do aluno dito flauteador, mas as causas de uma repetência são inúmeras e com raízes não transparentes aos olhos dos familiares ou aos olhos daquele que julga o conhecimento e desempenho do estudante sem um respaldo teórico e prático na área psicopedagógica clínica.
Nenhum professor ou pai se satisfaz frente uma retenção escolar, mas em alguns casos ela é necessária e eficaz, traz benefícios em curto prazo àquela criança que vem se arrastando desde o início do ano sem acompanhar o conteúdo programático ou, até de série em série, passando de um ano ao outro por atingir as notas mínimas necessárias, mas sem, contudo, estar preparada para a série seguinte e sem se enquadrar ao programa escolar especificado.
"Aprender" e "não aprender" estão em pé de igualdade na condição humana e fazem parte da realidade de cada sujeito que "sabe" algumas coisas e "desconhece" outras.(Júlia E. Gonçalves)
Abaixo alguns esclarecimentos que acredito serem pertinentes para expor as diferenças entre distúrbios, transtornos e dificuldades de aprendizagem, esclarecendo, a priori, que tais termos são comumente empregados como se fossem sinônimos, portanto, usados indistintamente, desde que se verifique algum problema ou falha relacionada ao ato de aprender(Gonçalves, J. E.):
A) Distúrbio de Aprendizagem: é uma alteração que se constitui em um obstáculo à aprendizagem, prejudicando e/ou impedindo que essa aconteça, mostrando assim que algo não funciona, não vai bem no sujeito.
Os distúrbios de aprendizagem (dislexia, discauculia, disgrafia, etc) acarretam geralmente problemas na área da linguagem oral, na leitura, na escrita, nos cálculos matemáticos, além do comprometimento emocional, daí a necessidade de se realizar um diagnóstico cuidadoso por profissionais competentes e especializados para que os encaminhamentos paralelos que se fizerem necessários, sejam realizados (neurologia, fonoaudiologia, psicologia e outros).
B) Transtornos de Aprendizagem: os portadores necessitam de atendimento multidisciplinar e individualizado por sua complexidade. Os transtornos podem ser decorrentes de falhas no processo do desenvolvimento humano, a partir da gestação ou após. Suas causas podem ser genéticas, neurológicas, neuropsicológicas ou psíquicas e ocasionam uma transformação no organismo, mudando seu curso, como nas síndromes de Down, Asperger, Tourett e outras.

C) Dificuldade de Aprendizagem
: está relacionada com as habilidades do ser humano, com aquilo que pode ser considerado fácil ou difícil para cada um.
Dificuldade é então, a negação ou a falta de alguma habilidade da pessoa para realizar determinada coisa, como não ver significado no conteúdo curricular, expectativas não correspondidas em relação ao professor, atitudes e práticas repressoras e autoritárias provenientes da família, professores e outros, falta de interação com o grupo, etc.
A habilidade é desenvolvida e aprendida, diferente da capacidade que é inata. Uma pessoa pode ser capaz, mas pode não desenvolver as habilidades requeridas para realizar uma determinada tarefa e, por isso, falta-lhe competência, o que é visto como dificuldade (Gonçalves J. E.). De acordo com o tipo, as dificuldades podem ser:
Dificuldade Reativa: observa-se que a reação da pessoa se dá de acordo com a situação por ela vivenciada - uma criança que troca de escola constantemente, outra que estuda onde existem falhas nos conteúdos curriculares, greves freqüentes interrompendo o processo didático, famílias que não estimulam a aprendizagem - nesses casos, a criança reage não aprendendo ou acaba por ter um desempenho muito baixo. Existe o desejo de aprender, mas as situações de aprendizagem não foram favoráveis ou suficientes para que aconteça.
Dificuldade Sintomática: existem SINTOMAS e SINAIS de que algo está perturbando ou prejudicando o processo de aprendizagem, o portador obteve todas as possibilidades externas para que sua aprendizagem acontecesse, porém, perde o desejo de aprender. É de origem interna ao indivíduo, gerada por questões não resolvidas em qualquer âmbito, que acabam sendo deslocadas para a área da aprendizagem. A dificuldade sintomática utiliza um mecanismo de defesa que Freud denominou de “deslocamento", porque o sujeito não consegue lidar com a situação traumática e apresenta um sintoma para substituir a angústia gerada por ela, por isso, é o psicopedagogo o melhor profissional para atender este sujeito, quando este deslocamento se dirige para uma situação escolar.
Sem a pretensão de esgotar o assunto, falo dos casos de maneira geral. A melhor solução para cada criança deve ser discutida entre a escola e a família.
Refazer um período não deve ser visto como punição, mas como passo necessário naquele momento, e para a maioria dos casos o envolvimento e apoio da família são de extrema importância para a aceitação da criança frente situação tão penosa, além de facilitar o próximo ano, visto as dificuldades, distúrbios ou transtornos dependendo do caso, serem acompanhados desde o início do ano letivo. A retenção muitas vezes considerada uma perda para a criança é, na realidade, tempo ganho em maturidade e confiança, impedindo que processos lacunares prejudiciais à aprendizagem sejam instalados impedindo que o estudante caminhe sozinho e seja autor de sua própria estória. Por outro lado, outras vezes a retenção não é a conduta mais acertada, pois poderá afetar ainda mais o processo da aprendizagem, que sobrecarregado pela baixa auto-estima da criança, encontra-se estagnado.
Para avaliar situações onde existam ou não dúvidas sobre a aprovação ou reprovação, sobre as facilidades ou dificuldades do estudante, a melhor atitude é procurar um psicopedagogo que através de instrumentos específicos avalia a situação do aprendente e, posteriormente, compreende os motivos do não-aprender e indica a terapêutica adequada, trazendo à criança, à família e à escola, a segurança que precisam para dar continuidade e reiniciar a próxima jornada com atitudes positivas que desenvolvam a auto estima e confiança desse ser que, envolvido com a problemática do “não aprender”, despreza o prazer do “aprender”.
(12/11 – DIA DO PSICOPEDAGOGO – PARABÉNS A TODOS DA ÁREA)

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Vamos comemorar o Haloween!!


A história do Haloween começa a aproximadamente 200 anos atrás, com um festividade Celta conhecida como Samhain. Os Celtas viveram na Irlanda, quando esta ainda não era assim conhecida, no Reino Unido e partes do norte da França. Celebravam o ano novo em 1º de novembro por considerar a época como o final do verão e da colheita e o ínicio do sombrio e gelado inverno. Os Celtas frequentemente associaram o inverno com a morte, tendo em vista o esforço para sobreviver às baixíssimas temperaturas e à falta de recursos como madeira seca para o aquecimento e o crescimento da lavoura. Um aspecto importante para entender a história é saber que o Povo Celta, àquela época, tinham a convicção de que a noite da véspera de ano novo era o limite enfraquecido de dois mundos. Acreditavam que o mundo dos mortos e o mundo dos vivos poderiam se misturar, se fundir, nessa noite. O Samhain, portanto, era celebrado na véspera no dia 31 de Outubro, porquanto os fantasmas retornavam de sua de sua morte eterna à Terra. Esta era a mais assustadora das creças e sem dúvida um dos mais apavorantes e fantasmagóricos aspectos acerca da origem do Haloween. Os celtas acreditavam piamente que esses mortos-vivos poderiam prejudicar a lavoura e causar outros problemas. Por outro lado eles também acreditavam em algo de bom no Samhain, a razão para a diversão por trás da história e as derivações das celebrações do Halloween. Os celtas acreditavam que seus sacerdotes, os Druidas, eram capazes de prever o futuro graças àqueles que voltavam à Terra como mortos-vivos naquela noite. Eram frequentemente confortados por essas previsões ao ter que enfrentar os longos e gelados meses de inverno. A história do Haloween não estaria completa sem mencionar os conquistadores Romanos. Ele também tinham suas crenças sobre o Haloween, entretanto era chamado Feralia. Certa vez o Papa designou o dia 31 de Outubro como o Dia das Almas, o dia anterior ao Dia de todos os Santos. O dia das Almas, na mais recente história do Haloween, foi criado em comemoração àqueles que já morreram. Entretanto, atualmente o Dia das Almas ou Dia de Finados é comemorado no dia 2 de Novembro um dia após o Dia de Todos os Santos, pela comunidade católica latina (comentário nosso). Hoje em dia, a tradição inclui "gostosuras ou tavessuras", festas à fantasia, filmes de terror, visitar as casas para ganhar doces, fazer caretas, decorar abóboras furadas, maçã-do-amor....As tradicionais cores do Haloween são preto e laranja e, hoje em dia, é celebrado em muitas partes do mundo.

Bruxas... como surgiram!


Não se sabe a exata origem das Bruxas, constam relatos de que elas existam desde os primórdios da humanidade. Há duas teorias para a existência de tais seres:

1) As práticas de bruxaria envolvem rituais simbólicos desde os tempos neolíticos. A primeira demonstração da arte de devoção foi encontrada em cavernas do período neolítico, onde havia ilustrações dos rituais de adoração às deusas da fertilidade dos povos primitivos.

Dessa forma, as experiências visionárias, rituais de caça e cerimônias de cura sempre estiveram presentes nos símbolos e metáforas de cada cultura. Na Grã-Bretanha as sacerdotisas druidas estavam divididas em três classes. As que viviam em conventos num regime de celibato eram as da classe mais alta. As outras duas classes, que eram das sacerdotisas, podiam se casar e viver nos templos ou com os maridos e família. Com a era do cristianismo, foram denominadas “Bruxas” e perseguidas por muito tempo.



2) Durante a Idade Média toda e qualquer mulher que conseguia poder, passavam gradativamente a ser considerada bruxa. Bruxa em sânscrito significa “mulher sábia”. As bruxas eram denominadas sábias, até a Igreja lhes atribuir o significado secundário de mulheres dominadas por instintos inferiores.

Sem mito algum, as bruxas eram apenas mulheres que conheciam e entendiam do emprego de ervas medicinais para cura de enfermidades, e colocavam em prática seus conhecimentos nos vilarejos onde habitavam.
Com a chegada do Cristianismo, começando a imperar a era patriarcal, as mulheres foram colocadas em segundo plano e tidas como objetos de pecado utilizados pelo diabo.
Muitas mulheres não aceitaram essa identificação e rebelaram-se. Essas, dotadas de poder espiritual, começaram a obter novamente o prestígio que haviam perdido o que passou a incomodar o poder religioso. Assim acusar uma mulher de bruxaria ficou fácil, bastava uma mulher casada perder a hora de acordar, que o marido a acusava de estar sonhando com o demônio.

Perseguição às bruxas

Durante o século X e XII as bruxas ressurgiram, nesse período realizaram vários processos contra elas, promovidos pelo poder civil. No entanto, tal questão veio assumir um aspecto dramático a partir do século XIV, momento em que a Igreja Católica implantou os tribunais da Inquisição com o intuito de reprimir, tanto a disseminação das seitas heréticas como a prática de magia e outros comportamentos considerados pecaminosos. Nesse período, o fenômeno se caracterizou como manifestação coletiva, de profunda repercussão no direito penal, na vida religiosa, na literatura e nas artes. Dessa forma, para que a repressão fosse eficaz, os tribunais de Inquisição se proliferaram, e os processos aumentaram rapidamente.

Segundo os teóricos do assunto, a epidemia de bruxas ocorreu nos séculos XVI e XVII, no norte da França, no sul e oeste da Alemanha e em especial na Inglaterra e na Escócia, a perseguição às bruxas foi metódica e violenta. Os colonizadores ingleses levaram esse procedimento para a América do Norte, onde, em 1692, ocorreu o famoso processo contra as bruxas de Salém, em Massachusetts. Normalmente, acusavam-se as bruxas velhas, e com menor freqüência as jovens.

A maioria das acusações se referia a malefícios contra a vida, a propriedade e a saúde. Também constavam denúncias de pactos com o diabo. Segundo as denúncias, as bruxas montadas em vassouras voavam pelos ares e se reuniam em lugares inabitados para celebrar a satanás e entregar-se a orgias. O iluminismo do fim do século XVII e do século XVIII, que era caracterizado pelo espírito científico e pelo racionalismo, contribuiu para o fim desse processo e para que não mais se admitisse perseguição judiciária em casos de superstições populares.

Veja também!
Idade Média - O inicio da perseguição as bruxas.
Idade Moderna - O apogeu da perseguição as bruxas.

Fonte: Equipe Brasil Escola

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Ser Médico

Aconchega-nos logo ao nascimento.

Cura-nos desde uma pequena gripe à sérios problemas de saúde.


Em cada dose de medicamento inconscientemente ingerimos seu carinho, seu olhar, seu tom de voz e dedicação.
Vida tumultuada, atribulada por momentos ora alegres...ora
Momentos tão importantes que descartados são quando nossa saúde e angústia são priorizadas pelo profissional que é.

Possuidor deste dom que cura , possuidor da paciência e da ciência, concilia sua vida de forma que possa sempre aconchegar um novo ser que nasce ou aquele que padece.

Acompanha nossa transformação desde que desligados somos do casulo materno nos trazendo à vida, apoiando-nos em
nosso caminho enquanto lagartas e, auxiliando-nos a
enfrentar a mutação natural do desenvolvimento em
busca de uma vida melhor, mais colorida, mais saudável
e livre.

Recebe-nos quando em borboletas nos transformamos, amparando-nos em momentos difíceis que ofuscam nossas asas, tiram-lhes as cores e, às vezes as mutilam.

Trás conforto a todos que ligados pelo sofrimento da perda, sofrem sem esperança, devolvendo com seu dom especial, a valorização da vida e do amor.

Parabéns a este Ser por sua Ciência, por sua Paciência e por sua Existência.

Feliz dia do Médico
Fernanda Maria Lima do Amaral
Psicoterapeuta Analítica Breve/Grupo/Individual - Psicopedagoga

Postagem do dia 18.10.2008 no Indicador de Saúde do Jornal "Gazeta Guaçuana".

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Saiba como surgiu o Dia das Crianças!!

Dia das Crianças no Brasil

A criação do Dia das Crianças no Brasil foi sugerido pelo deputado federal Galdino do Valle Filho na década de 1920.

Arthur Bernardes, então presidente do Brasil, aprovou por meio do decreto de nº 4867, no dia 5 de novembro de 1924, a data de 12 de outubro como o dia dos pequenos.

O Dia das Crianças só passou a ser comemorado mesmo em 1960, quando a fábrica de brinquedos Estrela fez uma promoção junto com a empresa Johnson & Johnson para lançar a "Semana do Bebê Robusto" e aumentar suas vendas.

A idéia das duas empresas deram tão certo que outros comerciantes resolveram adotar a mesma estratégia. E assim, dia 12 de outubro é dia de criança ganhar presente!

Dia das Crianças no Mundo
Muitos países comemoram o Dia das Crianças em outros dias do ano. Na Índia, é em 15 de novembro. Em Portugal e Moçambique, a comemoração acontece no dia 1º de junho. Na China e no Japão, a comemoração acontece em 5 de maio.

Dia Universal da Criança
A Organização das Nações Unidas, também conhecida como ONU, comemora o dia de todas as crianças do mundo em 20 de novembro. Foi nessa data que os países aprovaram a Declaração dos Direitos das Crianças.

fonte: http://www.terra.com.br/criancas/diadascriancas2004/comosurgiu.htm

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Vestibular: E agora o que fazer?




Muitas dúvidas, incertezas e inquietações passam pela cabeça do adolescente, principalmente nessa fase escolar – hora de decidir que profissão escolher. Milhares de jovens todos os anos submetem-se a diversos processos seletivos e vestibulares em todo o país. Chegado esse momento, muitas crises próprias da adolescência se intensificam devido ao stress e à pressão familiar, social e escolar, à dificuldade na escolha profissional e ao fato de ingressarem cada vez mais cedo no nível superior. São poucas as universidades no país, principalmente as públicas, que se preocupam em estabelecer um programa de preparação junto ao ensino médio. Em contrapartida, muitos psicopedagogos e psicólogos desenvolvem programas de orientação vocacional, palestras, testes, vivências, aulas de relaxamento; objetivando facilitar a escolha e decisão profissional dos alunos no ensino médio.
O surgimento elevado de novos seguimentos profissionais nos diversos campos da ciência e o acesso de jovens e adolescentes cada vez mais cedo às universidades, tornam-se fatores que dificultam a escolha vocacional. Outro fator igualmente importante é a valorização pelo mercado de determinados profissionais, contribuindo para que um número expressivo de vestibulandos optem por carreiras que, por ventura, lhes tragam maior retorno financeiro. Na realidade todas as profissões são promissoras desde que assumidas por bons profissionais. O mercado, de fato muito competitivo, exige novas competências e faz-se necessário considerar que em todo seguimento existem elementos de alta, média e baixa remuneração, devido as conjunturas sociais e à capacidade profissional.
Quando falo em capacidade e competência não me refiro apenas ao nível superior, mas à toda história escolar que está relacionada a futuros profissionais de sucesso. Desde a Educação Infantil ao Ensino Médio estão sendo lapidados profissionais de futuro. Por isso muitos se enganam achando que é a 3ª Série do Ensino Médio que vai determinar sua aprovação no vestibular, sendo que o mérito deve-se a uma formação acadêmica consistente desde a educação infantil.
Nessa hora de decisão resta uma indagação pessoal e interior - Em qual profissão me sentirei feliz e realizado? A realização é imprescindível na formação de qualquer profissional. Quando gostamos do que fazemos temos a energia necessária para estudar, pesquisar e buscar novos conhecimentos e assim nos tornarmos profissionais diferenciados.
Nesse momento crucial de escolha o papel da família é fundamental, devendo facilitar a definição dos filhos e não intervir nessa decisão, pois se o fizer, corre o risco de estar formando profissionais infelizes ou mesmo fracassados.

Matéria que será postada no "Jornal A Gazeta Guaçuana" - Indicador de Saúde - Dia 05.10.2008.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

"A mais bela flor"



O bosque estava quase deserto quando o homem sentou-se para ler embaixo dos longos ramos de um velho carvalho. Estava desiludido da vida, com boas razões para chorar, pois o mundo estava tentando afundá-lo. E como se já não tivesse razões suficientes para arruinar o seu dia, um garoto chegou, ofegante, cansado de brincar. Parou na sua frente, de cabeça baixa e disse, cheio de alegria:
- Veja o que encontrei!
O homem olhou desanimado e percebeu que na sua mão havia uma flor. Que visão lamentável! Pensou consigo mesmo. A flor tinha as pétalas caídas, folhas murchas, e certamente nenhum perfume. Querendo ver-se livre do garoto e de sua flor, o homem desiludido fingiu pálido sorriso e se virou para o outro lado. Mas ao invés de recuar, o garoto sentou-se ao seu lado, levou a flor ao nariz e declarou com estranha surpresa:
- O cheiro é ótimo, e é bonita também... Por isso a peguei. Tome! É sua.
A flor estava morta ou morrendo, nada de cores vibrantes como laranja, amarelo ou vermelho, mas ele sabia que tinha que pegá-la, ou o menino jamais sairia dali. Então estendeu a mão para pegá-la e disse um tanto contrafeito:
- Era o que eu precisava.
Mas, ao invés de colocá-la na mão do homem, ele a segurou no ar, sem qualquer razão. E naquela hora o homem notou, pela primeira vez, que o garoto era cego e que não podia ver o que tinha nas mãos. A voz lhe sumiu na garganta por alguns instantes.
Lágrimas quentes rolaram do seu rosto enquanto ele agradecia, emocionado, por receber a melhor flor daquele jardim.
O garoto saiu saltitando, feliz, cheirando outra flor que tinha na mão, e sumiu no amplo jardim, em meio ao arvoredo. Certamente iria consolar outros corações, que embora tenham a visão física, estão cegos para os verdadeiros valores da vida. Agora o homem já não se sentia mais desanimado e os pensamentos lhe passavam na mente com serenidade. Perguntava-se a si mesmo como é que aquele garoto cego poderia ter percebido sua tristeza a ponto de aproximar-se com uma flor para lhe oferecer. Concluiu que talvez a sua autopiedade o tivesse impedido de ver a natureza que cantava ao seu redor, dando notícias de esperança e paz, alegria e perfume. E como as Leis da Vida são misericordiosas, permitiram que um garoto privado da visão física o despertasse daquele estado depressivo.
E o homem, finalmente, conseguira ver, através dos olhos de uma criança cega, que o problema não era o mundo, mas ele mesmo. E ainda mergulhado em profundas reflexões, levou aquela feia flor ao nariz e sentiu a fragrância de uma rosa... Verdadeiramente cego é todo aquele que não quer ver a realidade que o cerca. Tantas vezes, pessoas que não percebem o mundo com os olhos físicos, penetram as maravilhas que os rodeiam e se extasiam com tanta beleza. Talvez tenha sido por essa razão que um pensador afirmou que "o essencial é invisível aos olhos."
José Orlando Nussi(Equipe de Apoio da Leader Training)

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

A MENINA QUE SE APAIXONAVA!



Para quem lê quase rápido


Antigamente era proibido criança namorar. Além disso, tinha a chamada conversa de gente grande: os pais cochichavam coisas longe dos filhos. Parecia que ninguém sabia direito da vida do outro. Nesse tempo de tantos segredinhos a menina Teresa se apaixonou. E ela tinha só 9 anos! Então, Teresa começou a namorar escondido... Um livro para ler de uma vez só!




FILHOTES DE BOLSO

De Margaret Wild e Stephen Michael King
Um livro realmente muito... fofo! Começando pelos desenhos encantadores. A história é bem engraçadinha e simples. Fala de um senhor que tem dois cachorrinhos tão pequenos que cabem nos bolsos de seu casacão e, por isso, vão pra todo lado com o dono. Só que ele não percebe que o bolso tem um furo e um dos cãezinhos escapa. E agora? Os textos são curtinhos e em letras de fôrma.
Editora: Brinque-Book
"Todos os dias, no inverno e no verão, seu Totó vestia seu casaco enorme e colocava Bife no bolso direito e Bufe no bolso esquerdo."



"– E eu? – perguntou o camaleão. – Eu sempre fui assim, mãe?
Sim – ela falou. – A única coisa que mudou foi sua cor... Ih, lá vai você de novo!" COMO É QUE EU ERA QUANDO ERA BEBÊ?
De Jeanne Willis e Tony Ross
Muitas crianças fazem esta pergunta. É gostoso saber que cara a gente tinha quando era bebê. Com desenhos engraçadinhos e muita simplicidade, o livro mostra a aparência de vários tipos de filhotes: hipopótamo, avestruz, leopardo, cobra, macaco. Mas o sapo, coitadinho, não acredita que era tão diferente assim!
Editora: Brinque-Book

DICAS DE LEITURA


Para quem aprendeu a ler faz pouco tempo



O BEIJO
De Valérie D’Heur
Todo mundo concorda que beijo de mãe, não tem igual, não é mesmo? Pois é... nessa história uma mamãe sai tão apressada para o trabalho que se esquece de beijar o filhote, um passarinho. Então ele procura resolver a situação com o beijo de alguma outra mãe por aí, mas os outros bichos são tão diferentes! No final, ele faz uma incrível descoberta! Esse livro é ótimo para os pequenos leitores, principalmente porque os textos estão em LETRAS DE FÔRMA.
Editora: Brinque-Book
“Mamãe tinha uma porção de coisas para me dizer hoje. Estava muito apressada, mas nunca tinha se esquecido do meu beijo.”

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

MEU FILHO NÃO OBEDECE!


COMO LIDAR COM OS LIMITES!







Muito normal recebermos pais aflitos no consultório levando como queixa a
desobediência dos filhos, seja por encaminhamento escolar ou por iniciativa própria, visto muitos não saberem como lidar e estabelecer limites ou mesmo definir a amplitude da liberdade destes pequenos que tanto exigem em função da estimulação, acessibilidade e vivência característica da época atual.
Sabe-se que a superproteção tende a oferecer mais do que as crianças necessitam, levando-as a serem dependentes, adquirirem tardiamente aquisições importantes como engatinhar, andar e falar e a exigirem maior atenção dos pais do que as crianças menos superprotegidas. Posteriormente serão crianças, adolescentes e jovens que necessitarão da aprovação do outro por insegurança, não terão iniciativa para atividades próprias e sentir-se-ão inseguros frente às dificuldades, e incapazes de superá-las. Serão as crianças que hoje rotulamos de “mimadas. A maior incidência da superproteção segundo pesquisadores, são filhos de pais separados ou daqueles que tiveram seus filhos em idade mais avançada, que passaram por dificuldades com a gravidez ou parto, para aqueles que trabalham fora, são divorciados, viúvos ou que perderam algum filho, por exemplo, não excluindo àqueles que na tentativa de acertar, superprotegeram.
A superproteção objetiva suprir as lacunas afetivas dos pais de forma geral.
Todos os pais, independente da situação, devem sempre mostrar o quanto seu filho é querido e criar um vínculo emocional dando a ele certa liberdade e autonomia, como por exemplo alimentar-se sozinho, uma atitude simples que estimula as primeiras façanhas da criança (mesmo que implique em limpar toda a cozinha após a refeição).
Lembrarmos que a qualidade do relacionamento é sempre melhor que a quantidade de tempo junto ao seu filho, nos leva a não satisfazer todas as vontades dele, pois o objetivo transforma-se em termos um vínculo qualitativo, vínculo de satisfação e prazer, contrapondo uma relação estafante e árdua para muitos pais.
Estabelecer limites consiste em oferecer à criança os extremos da fronteira, até onde ela pode ir ou não naquele momento (quando se diz à criança: não quero que você me bata – e segura-se sua mão – está se estabelecendo limite).
Toda criança deve receber a liberdade para ser usada com responsabilidade e autonomia dentro das regras morais, sociais e religiosas da família, pois dessa forma se prepara para o universo, onde apesar de amada e respeitada, percebe o outro que também ocupa seu espaço com os mesmos direitos.
Tarefa difícil para os pais é dizer “Não” – eles deixam de ser “bonzinhos”, pois dizer “sim” é mais fácil e prazeroso. Dizer “Não” ensina o limite do “Ter“, valorizando o “Ser” e equilibra o ganhar e o perder (ex: dizer ao adolescente que “sair com o carro do pai não é permitido e ponto final” – Içami Tiba).
A falta de limite ou a liberdade excessiva gera crianças que desrespeitam os professores, agridem os colegas, não convivem em grupos e, mais tarde serão parte de “gangues de rua”, “turma da bagunça” e, posteriormente, adultos indecisos, inseguros, incapazes de persistir, manipuladores, por vezes mentirosos e com dificuldades em assumir responsabilidades, além de potenciais usuários de droga.
A existência de regras em nossa convivência é fundamental para que nossos filhos se tornem verdadeiros cidadãos e “seres mais humanos”.

CRIAR LIMITES É EDUCAR. PARA EDUCAR É PRECISO DISCIPLINAR. PARA DISCIPLINAR É PRECISO VALORES MORAIS E ÉTICOS.
NUNCA É TARDE PARA RECOMEÇAR OU COMEÇAR... ALIÁS, HOJE É UM BOM DIA.... PORQUE HOJE...É SÁBADO! (como dizia o poeta Vinícus).
Postagem do Jornal "A Gazeta Guaçuana" - 30.08.2008 - postado em 01.09.2008

TEXTO EM HOMENAGEM À GRANDE CYBER AMIGA SHIRLEY MARTINS - LELEY!!!!
VALEU LELEY, SEUS SLIDES SE TRANSFORMARAM, MAS A SUA IDÉIA CONTINUA
!!

Quem sou eu

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Mogi Guacu, SP, Brazil
PSICOPEDAGOGA\PSICNALISTA\ YOGATERAPEUTA